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Questão FC249314

A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os lados, m

História Geral

VUNESP · 2024

A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os lados, mas sobretudo do lado americano, os governos das duas superpotências aceitaram a distribuição global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial, que equivalia a um equilíbrio de poder desigual, mas não contestado em sua essência. 

 

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos) 

 

Nesse sentido, para Eric Hobsbawm, é correto afirmar que

  1. a sanha imperialista estadunidense esteve controlada até o início dos anos 1960, contexto no qual a diplomacia do país passou a se contrapor aos movimentos de libertação colonial na África e na Ásia.
  2. a União Soviética e os Estados Unidos, em conjunto com as outras nações que compunham o Conselho de Segurança da ONU, organizaram grande parte das independências nacionais na África.
  3. os Estados Unidos exerciam controle e predominância sobre o mundo capitalista, assumindo o que restava da velha hegemonia imperial das antigas potências coloniais, e não intervinha na zona aceita de hegemonia soviética.
  4. as independências afro-asiáticas ocorreram, em geral, a partir de acordos diplomáticos entre as duas superpotências, por vezes com a oposição da ONU, e com a formação de governos alinhados aos Estados Unidos.
  5. a União Soviética, principalmente no início dos anos 1950, buscou ampliar a sua influência na América do Sul, por meio do financiamento de grupos revolucionários, além do apoio logístico aos partidos operários.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O trecho de Hobsbawm indica que, na Guerra Fria, havia um reconhecimento tácito da divisão mundial: os Estados Unidos exerceram controle e predominância sobre o mundo capitalista, herdando boa parte da antiga hegemonia imperial europeia por meio de poder econômico (ex.: Plano Marshall) e alianças militares (ex.: OTAN).

Esse domínio não significou ocupação direta dos espaços reconhecidos à União Soviética; pelo contrário, houve uma aceitação prática das esferas de influência estabelecidas no pós‑guerra, o que gerou um equilíbrio desigual mas relativamente estável. Assim, Hobsbawm destaca a coexistência conflituosa porém contida entre as superpotências, em que a rivalidade ideológica e a competição global não se converteram em guerra mundial aberta.

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