Questão FC249317
Uma das teses que mais se disseminaram no período da Guerra Fria foi a chamada Doutrina de Segurança Nacional. Essa doutrina, desenvolvida nos Estados Unidos e divulgada entre os s
História Geral
VUNESP · 2022
Uma das teses que mais se disseminaram no período da Guerra Fria foi a chamada Doutrina de Segurança Nacional. Essa doutrina, desenvolvida nos Estados Unidos e divulgada entre os seus aliados em sua zona de influência, foi uma das armas teóricas que formaram gerações de lideranças militares e civis […]
(Marcos Napolitano, História contemporânea 2: do entreguerras à
nova ordem mundial. São Paulo: Contexto, 2020, p. 61)
Tal doutrina
- considerava o comunismo uma ameaça internacional, que precisava ser combatida em todas as frentes, que não se limitaria ao campo militar, abrangendo o econômico, o político e o cultural, e todos os países anticomunistas deveriam cooperar entre si.
- preconizava que as nações capitalistas, pobres ou ricas, tratassem as nações socialistas sob a influência do Pacto de Varsóvia como inimigas e que não travassem quaisquer contatos com elas, seja no campo econômico, diplomático ou cultural.
- defendia que o mundo ocidental corria riscos com a consistente expansão do socialismo real, mas reconhecia que a reconstrução europeia depois da Segunda Guerra dependia da planificação econômica.
- compreendia que o avanço da ordem socialista colocava em risco a paz mundial e que o combate a essa ordem precisava ser feito, prioritariamente, por meio de ações dirigidas, pelas nações capitalistas, na ONU e em outros organismos internacionais.
- entendia que a sobrevivência do mundo chamado mundo livre dependia da destruição militar do mundo socialista, dessa forma, era fundamental que os Estados capitalistas controlassem e dirigissem o desenvolvimento científico-tecnológico.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A Doutrina de Segurança Nacional concebia o comunismo como uma ameaça internacional que demandava resposta ampla e permanente.
Isso significava combater a influência comunista não só por meios militares, mas também por ações econômicas, políticas e culturais, visando neutralizar suas bases sociais e ideológicas.
A lógica da doutrina estimulava a cooperação entre países anticomunistas, troca de informações e apoio mútuo em estratégias de contenção.
No plano interno, tal visão justificou políticas de vigilância e repressão contra movimentos e indivíduos identificados com o comunismo, sob a premissa de proteção da ordem estatal.
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