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Questão FC249326

Essa instabilidade era igualmente evidente para os EUA, protetores do status quo global que a identificavam com o comunismo soviético, ou pelo menos a encaravam como uma vantagem p

História Geral

VUNESP · 2019

Essa instabilidade era igualmente evidente para os EUA, protetores do status quo global que a identificavam com o comunismo soviético, ou pelo menos a encaravam como uma vantagem permanente e potencial para o outro lado na grande luta global pela supremacia.

 

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos –

O breve século XX – 1914-1991, 1995)

 

O excerto traz referências ao contexto

  1. neoliberal, mediante a divisão do globo entre China e EUA, diante das disputas econômicas que caracterizaram o mundo nesse período, com ênfase ao papel de mediação exercido pelos russos nesse processo.
  2. da Guerra Fria, na qual as ações e estratégias consideravam o chamado terceiro mundo como elemento central nessa disputa, razão pela qual, uma série de golpes e revoluções, ocorreu em quase todos os países terceiro mundistas.
  3. de estabilidade vivenciada nos países do chamado cone sul após os desdobramentos políticos ocorridos mediante o Pacto de Moncloa entre as potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial.
  4. latino-americano, que, de maneira unânime, se posicionou, por meio de seus governantes, ao lado dos EUA nas disputas territoriais que caracterizaram as disputas em torno do comércio global.
  5. brasileiro, durante a ditadura cívico-militar, que atuou em parceria com países aliados da URSS, como a China e Cuba, vislumbrando benefícios políticos e econômicos para o país.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Guerra Fria: o trecho refere-se ao conflito bipolar entre EUA e URSS, em que a disputa pela supremacia ideológica e geopolítica marcava toda a política externa do período.


O texto destaca que os EUA viam qualquer instabilidade global como potencial vantagem para o bloco soviético; por isso, o chamado terceiro mundo (Ásia, África e América Latina) tornou‑se palco central dessa competição.


Essa condição explica a proliferação de golpes e revoluções: intervenções diretas e indiretas, apoio a regimes e movimentos, e rivalidade por recursos e influência geraram crises políticas recorrentes nesses países.


Hobsbawm interpreta tais eventos como consequência lógica da lógica de poder da Guerra Fria, que transformou estados periféricos em arenas de confronto entre as superpotências.

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