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Questão FC249363

Se eu tivesse que responder à seguinte pergunta: O que é a escravatura? e respondesse sem hesitar: É o assassínio, o meu pensamento ficaria perfeitamente expresso. Não precisarei d

História Geral

VUNESP · 2021

Se eu tivesse que responder à seguinte pergunta: O que é a escravatura? e respondesse sem hesitar: É o assassínio, o meu pensamento ficaria perfeitamente expresso. Não precisarei de fazer um grande discurso para mostrar que o poder de privar o homem do pensamento, da vontade e da personalidade, é um poder de vida e morte e que fazer de um homem escravo equivale a assassiná-lo. Por que, então, a essa outra pergunta: O que é a propriedade? não posso responder simplesmente: É o roubo, ficando com a certeza de que me entendem, embora esta segunda proposição não seja mais que a primeira, transformada?

 

(Pierre Joseph Proudhon. O que é a propriedade?, 1975.)

 

O texto, escrito em 1840, expressa uma posição

  1. anarquista, de crítica ao direito de propriedade e de defesa do valor supremo da liberdade.
  2. comunista, de crítica à burguesia e de defesa da revolução social como forma de construir um Estado proletário.
  3. liberal, de defesa do direito de propriedade e de crítica às desigualdades sociais.
  4. positivista, de crítica à falta de ordem social e de defesa de ações voltadas ao progresso.
  5. marxista, de defesa da eliminação da propriedade privada e de crítica ao regime de trabalho assalariado.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O trecho manifesta claramente uma postura anarquista: Proudhon problematiza a ordem social que legitima a posse privada e aponta a propriedade como fonte de dominação.


Ao afirmar “É o assassínio” e propor “É o roubo” para a propriedade, o autor liga a posse legalizada ao exercício de um poder que anula a vontade e a personalidade do outro, equiparando‑a a uma forma extrema de violência moral e social.


Essa crítica não busca reformar o direito de propriedade dentro do Estado, mas deslegitimá‑lo em nome do valor supremo da liberdade, defendendo relações sociais sem coerção e sem hierarquias impostas pela posse.


Em suma, o texto expõe a raiz anarquista da obra: contestação radical da propriedade e priorização da liberdade como princípio ético‑político.

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