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Questão FC249375

[...] é desnecessário dizer que, tanto do ângulo da produção quanto do ângulo da difusão e da recepção, é preciso um esforço analítico (e até pedagógico) no sentido de retirar a pr

Historiografia e Teoria da História

VUNESP · 2023

[...] é desnecessário dizer que, tanto do ângulo da produção quanto do ângulo da difusão e da recepção, é preciso um esforço analítico (e até pedagógico) no sentido de retirar a produção de imagens do terreno das evidências... Evitar tratá-las, por exemplo, sem mediações, como documentos históricos...

 

(Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e consumo de imagens. Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.)

 

Acerca da discussão do excerto e do artigo em análise, é correto afirmar que, para Elias Thomé Saliba,

  1. um filme histórico, se produzido com assessoria especializada, permite que a totalidade de um tempo passado seja apresentada.
  2. o trabalho com imagens em sala de aula permite que os estudantes compreendam que o processo histórico independe da ação humana.
  3. as imagens são estratégias para o conhecimento da realidade, mas não se constituem sucedâneos para nenhum suporte escrito.
  4. a enorme produção e difusão de imagens em movimento dificulta a capacidade de análise desse tipo de documento em sala de aula.
  5. a leitura de uma imagem não necessita de análises interna e externa, o que significa que a imagem consegue falar por si mesma.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa indica que, para Saliba, as imagens funcionam como estratégias para acessar aspectos da realidade histórica: elas oferecem pistas, sinais e representações que ajudam na construção do conhecimento.


Porém, não se constituem sucedâneos dos suportes escritos. Ou seja, não substituem fontes documentais como cartas, ofícios ou relatos que trazem informações distintas sobre contextos, intenções e eventos.


Trabalhar imagens exige mediação — análise do contexto de produção, circulação e recepção — e confronto com outras fontes. Sem esse trabalho, corre-se o risco de tratá-las como evidências diretas, o que empobrece a compreensão histórica.


Na prática pedagógica, isso implica usar imagens como complementos interpretativos e promover o exercício crítico de comparar e cruzar informações entre imagens e textos.

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