Questão FC249386
No final da década de 1920, um grupo de historiadores franceses, com destaque para Lucien Febvre e Marc Bloch, deu início a um movimento de renovação da historiografia, sendo a cri
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2022
No final da década de 1920, um grupo de historiadores franceses, com destaque para Lucien Febvre e Marc Bloch, deu início a um movimento de renovação da historiografia, sendo a criação da revista Annales, em 1929, a materialização de uma nova corrente historiográfica, a Escola dos Annales.
Há uma ampliação dos limites da História proposta pela Escola dos Annales, que abrange aspectos da vida social – como civilização material, poder e mentalidades –, com destaque dado aos aspectos socias e coletivos.
(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história.
Belo Horizonte: RHJ, 2009, p. 43. Texto adaptado)
Como decorrência dessa “ampliação dos limites da História”,
- desenvolveu-se a concepção de que os fatos são realidades autônomas e cabe ao historiador estabelecer a descoberta desses fatos.
- acontece um notável movimento de aversão às fontes históricas escritas consideradas pouco legítimas e verdadeiras.
- há um aumento da noção de fonte para além da escrita, os vestígios arqueológicos, a tradição oral e o trabalho interdisciplinar tornam-se fundamental.
- tem o desenvolvimento da concepção de que a História deve julgar o passado, além de instruir o presente, com o objetivo de apontar as possibilidades de futuro.
- ocorre um reforço na defesa dos conceitos essenciais e exclusivos do conhecimento histórico, como as teorias do tempo social e do tempo físico.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A Escola Annales ampliou a compreensão do que é fonte histórica: não se limita mais ao documento escrito produzido pelo Estado ou por elites, mas inclui todo vestígio capaz de informar sobre práticas, mentalidades e estruturas sociais.
Entram na investigação os vestígios arqueológicos, objetos e restos materiais, a tradição oral, imagens, registros pessoais e outros suportes não escritos. Esses materiais exigem tratamento crítico e técnicas específicas para serem convertidos em evidência histórica.
Por isso a ênfase no trabalho interdisciplinar: a História dialoga com Antropologia, Arqueologia, Geografia, Sociologia e demais ciências para interpretar contextos, ritmos e representações coletivas.
Essa ampliação permite estudar a vida cotidiana, a civilização material e as mentalidades ao longo do tempo, fortalecendo análises de longa duração e das dinâmicas sociais.
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