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Questão FC249387

Os pioneiros da História positivista foram escritores de língua alemã, em particular da Prússia, na chamada revolução historiográfica de Berlim. Barthold Georg Niebuhr (1776-1831)

Historiografia e Teoria da História

VUNESP · 2022

Os pioneiros da História positivista foram escritores de língua alemã, em particular da Prússia, na chamada revolução historiográfica de Berlim. Barthold Georg Niebuhr (1776-1831) foi um dos fundadores da nova Universidade de Berlim, produto do reformismo prussiano, o primeiro historiador da nova era, se assim podemos dizer. Neibuhr usou a História de Roma do historiador romano Tito Lívio (59 a.C. – 17 d. C.) para desacreditá-la, tanto por ser literária como por trazer uma infinidade de historietas inventadas.

 

(Pedro Paulo Abreu Funari e Glaydson José da Silva.

Teoria da História. São Paulo: Brasiliense, 2008, p. 31-2)

 

Ainda sobre o positivismo, é correto afirmar que

  1. visa ao conhecimento objetivo do passado e rompe com a tradição ficcional, ao usar um discurso erudito.
  2. rejeita a história político-institucional, porque a considerava uma apologia ao Estado-nação.
  3. privilegia as tradições populares e as histórias que tratavam de personagens socias simples e representativos.
  4. defende uma pesquisa histórica baseada em fontes orais e que produzisse análises sobre as estruturas culturais.
  5. valoriza o sujeito do conhecimento, porque entende que toda história é essencialmente contemporânea.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa aponta que o positivismo busca o conhecimento objetivo do passado e rompe com a tradição ficcional ao privilegiar um discurso erudito. Essa posição sustenta que a história deve ser produzida por meio de método científico: acumulação e exame crítico de documentos, checagem de fontes e eliminação das lendas literárias.


Exemplo clássico é Niebuhr, que criticou a História de Roma de Tito Lívio por conter narrativas inventadas; para os positivistas, tais relatos precisam ser confrontados com provas documentais. Assim, a voz do historiador torna-se técnica: não inventa episódios, mas organiza os fatos comprovados por meio da crítica documental, buscando a neutralidade e a reconstrução do passado conforme evidências.

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