Questão FC249389
[…] num artigo publicado em 1958, chamou a atenção para a importância das diferentes temporalidades na análise histórica. […] dividiu o tempo em três grandes categorias: o tempo cu
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2022
[…] num artigo publicado em 1958, chamou a atenção para a importância das diferentes temporalidades na análise histórica. […] dividiu o tempo em três grandes categorias: o tempo curto, dos eventos; o tempo médio, das conjunturas; e o tempo longo, das grandes estruturas. A proposta de interpretação […] mostra como tempo histórico, diferente do tempo do calendário, não é linear: em toda análise histórica convivem durações, interrupções, dinâmicas próprias.
(Marieta de Moraes Ferreira e Renato Franco, Aprendendo história:
reflexão e ensino. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013, p. 90)
O excerto apresenta o historiador
- Jean Chesneaux.
- Fernand Braudel.
- Norbert Elias.
- Georges Duby.
- Roger Chartier.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Fernand Braudel é o autor mencionado. Integrante da escola das Annales, revolucionou a escrita da história ao insistir que o tempo histórico não é homogêneo nem puramente linear.
Em sua obra maior, O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrâneo na época de Filipe II, Braudel formulou a ideia das três temporalidades, instrumento central para compreender diferentes ritmos da mudança histórica.
O tempo longo refere-se às estruturas profundas — geografia, economia lenta, mentalidades — que mudam quase imperceptivelmente.
O tempo médio abrange conjunturas e ciclos decenais, onde se situam transformações sociais e políticas visíveis em poucas décadas.
O tempo curto corresponde aos acontecimentos e às ações individuais, de rápida ocorrência e impacto imediato.
Para Braudel, análise histórica eficaz exige articular essas durações distintas, reconhecendo coexistência de ritmos, rupturas e continuidades.
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