Questão FC249425
Ele foi um dos primeiros historiadores, em seu livro Formação do Brasil contemporâneo (1942), que se voltou para o estudo da massa de homens livres na sociedade colonial e trata de
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2019
Ele foi um dos primeiros historiadores, em seu livro Formação do Brasil contemporâneo (1942), que se voltou para o estudo da massa de homens livres na sociedade colonial e trata de sua inserção ambígua no sistema produtivo escravista. Marxista dado a interpretações concretas e específicas, apontou este setor dos homens livres como um grupo social que, em princípio, estava fora do sistema produtivo dominante. Somente no dia em que estivesse integrado na sociedade é que se poderia considerar consumado o processo de formação do país.
[Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes
pobres no Império, 1824-1881. Em Marcos Cezar de Freitas (org.).
Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado]
O texto apresenta
- Capistrano de Abreu.
- Gilberto Freyre.
- Ciro Flamarion Cardoso.
- Caio Prado Júnior.
- Sérgio Buarque de Holanda.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Caio Prado Júnior é o autor referido. Em Formação do Brasil contemporâneo (1942) ele analisa, a partir de um enquadramento marxista, a posição ambígua da grande massa de homens livres na sociedade colonial brasileira.
Prado Júnior argumenta que esses homens, embora livres, estavam em grande parte fora do sistema produtivo escravista dominante, ocupando um espaço liminar que condicionava o processo histórico do país.
Para ele, a verdadeira formação nacional só se consumaria quando esse setor fosse integrado de modo estrutural à sociedade e à economia, superando sua condição marginal.
Essas interpretações, sustentadas por análise concreta de fontes econômicas e sociais, consolidaram sua importância na historiografia brasileira.
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