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Questão FC249429

Assim, o papel do livro didático na vida escolar pode ser o de instrumento de reprodução de ideologias e do saber oficial imposto por determinados setores do poder e pelo Estado. É

Historiografia e Teoria da História

VUNESP · 2019

Assim, o papel do livro didático na vida escolar pode ser o de instrumento de reprodução de ideologias e do saber oficial imposto por determinados setores do poder e pelo Estado. É necessário enfatizar que o livro didático possui vários sujeitos em seu processo de elaboração e passa pela intervenção de professores e alunos que realizam práticas diferentes de leitura e de trabalho escolar.

 

[Circe Bittencourt. Livro didático entre textos e imagens.

Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]

 

 

O excerto sugere que o livro didático para o ensino de História deve

  1. se ater aos fatos ali narrados e representados a partir da premissa de que a produção didática em História conta com a imparcialidade e reprodução dos fatos de maneira neutra.
  2. buscar teorias universalistas e críticas da História com o objetivo de realizar práticas inovadoras de ensino e aprendizagem na vida escolar a partir das ferramentas tecnológicas.
  3. ser um disseminador de ideologias oficiais, facilmente assimiladas e replicadas por estudantes e professores de acordo com a intenção dos governos estaduais e municipais.
  4. ser evitado para que os estudantes e professores tenham a liberdade de produzir sua própria versão para os fatos históricos sem qualquer imposição doutrinária do governo.
  5. proporcionar a interação de diferentes sujeitos, que elaboram diferentes interpretações para a obra, considerando as relações de poder presentes em contextos diversos.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

O excerto enfatiza que o livro didático não é um produto neutro, mas resultado de um conjunto de autores, revisores e instâncias institucionais. Assim, seu uso deve privilegiar a interação entre esses agentes e os atores da sala de aula.

Ao reconhecer múltiplos sujeitos (autores, professores, alunos) e práticas de leitura diversas, o livro passa a ser palco de diferentes interpretações, e não um enunciado único e definitivo.

Essa dinâmica implica considerar as relações de poder que atravessam a produção e a recepção do conteúdo: escolhas editoriais, currículos e contextos locais influenciam o sentido atribuído aos fatos históricos.

Portanto, o papel do livro didático é promover um espaço de debate crítico, em que professores e alunos relêm, questionam e reconstroem significados conforme seus contextos.

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