Questão FC249431
Se, nas Minas Gerais, imperavam, desde longa data, “as tumultuosas ambições, desordens, prepotências e tiranias”, é possível afirmar que muitos dos inconfidentes, coparticipantes e
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2019
Se, nas Minas Gerais, imperavam, desde longa data, “as tumultuosas ambições, desordens, prepotências e tiranias”, é possível afirmar que muitos dos inconfidentes, coparticipantes e gestores das estruturas de poder implantadas, não seriam completamente infensos a estes comportamentos e, portanto, também acumulavam e alimentavam seus próprios quinhões de ambição e prepotência. Não foram, nesse sentido, “generosos paladinos”, preocupados apenas com o interesse público ou, por outro lado, “feios, loucos e espantados”. Foram homens que existiram cotidiana e concretamente e, nessa dimensão deixaram alguns registros documentais que informam sobre aspectos substantivos de sua existência, os quais foram relativamente pouco explorados pela historiografia.
[João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino da história da
Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.
Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org).
Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e
imagens no ensino de História]
De acordo com o excerto, é correto afirmar que a Inconfidência Mineira
- é um campo ainda aberto para a exploração de novos estudos historiográficos.
- é um exemplo para os chamados estudos contemporâneos da historiografia positivista.
- esgotou-se em termos historiográficos diante da escassez documental sobre o assunto.
- é o fato histórico mais importante da historiografia brasileira e que precisa ser exaltado.
- representa um exemplo da historiografia brasileira de oposição dos participantes da revolta às ambições vigentes na região.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
A
Comentário do professor
O excerto indica que as fontes documentais sobre a Inconfidência Mineira foram "relativamente pouco exploradas pela historiografia". Dessa afirmação decorre, de modo direto, que há material novo ou insuficientemente investigado.
Portanto, afirmar que se trata de um campo ainda aberto para estudos historiográficos é interpretar corretamente o texto: há espaço para revisitar personagens, contextos e práticas com métodos e perspectivas contemporâneas.
Essa abertura não depende de juízos de valor sobre os envolvidos, mas da constatação de lacunas nas pesquisas existentes e da possibilidade de novas abordagens teóricas e documentais.
Logo, a alternativa que aponta a existência de terreno investigativo inexplorado expressa fielmente a mensagem do trecho.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em