Questão FC249437
Carlo Ginzburg, em entrevista concedida a Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, publicada no livro As muitas faces da História, conta que como historiador é um pouco cético sobre as e
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2019
Carlo Ginzburg, em entrevista concedida a Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, publicada no livro As muitas faces da História, conta que como historiador é um pouco cético sobre as explicações teleológicas. O que ele quis dizer por “explicações teleológicas”?
- Estudar grupos sociais a partir da perspectiva de crenças míticas, religiosas e sagradas.
- Entender a história como se ela fosse uma linha que vai, sem desvios, da infância à maturidade.
- Analisar as histórias familiares, considerando seus entrelaçamentos com a história estrutural.
- Encarar a história como um coletivo de histórias individuais.
- Ter como subsídio para estudo da história os fundamentos da crítica literária.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Por explicações teleológicas entende-se a ideia de que a história se desenrola como uma trajetória linear e direcionada para um fim predeterminado — como passar da infância à maturidade sem desvios. É uma visão que pressupõe propósito e destino nos processos históricos.
Ginzburg é cético porque esse tipo de leitura reduz a complexidade do passado: impõe um rumo fixo e legitima resultados como se fossem inevitáveis.
Ao adotar tal enfoque, perde-se a atenção às contingências, às decisões individuais, às rupturas e à pluralidade de trajetórias; fatores que mostram que a história nem sempre segue um projeto único ou teleológico.
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