Questão FC249442
Segundo o historiador João Pinto Furtado, no livro Inaugurando a História e construindo a nação (Siman & Fonseca, 2001), “o exame da historiografia e suas fontes, vis-a-vis ao imag
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2019
Segundo o historiador João Pinto Furtado, no livro Inaugurando a História e construindo a nação (Siman & Fonseca, 2001), “o exame da historiografia e suas fontes, vis-a-vis ao imaginário simbólico e ao contexto histórico mais amplo no qual foram geradas, pode se revelar um momento privilegiado para a apreensão do fenômeno histórico de 1789 na sua integridade. Isto se dá precisamente porque, ao nos colocar diante das opções feitas pelos historiadores em suas pesquisas, os estudos da historiografia nos permitem avançar na compreensão e crítica de sua relação com as fontes e das vicissitudes da memória nacional.”
Segundo o autor, a respeito dos estudos do fenômeno histórico citado, é correto dizer que é importante
- incluir nos estudos históricos escolares os documentos que validam e legitimam o imaginário simbólico construído para os episódios do século XVIII que consolidaram a identidade nacional.
- um retorno às fontes documentais, para contestar os descaminhos da produção historiográfica comprometida política e ideologicamente com os contextos nacionais.
- negar o imaginário simbólico modelado a partir das fontes escolhidas para subsidiar a análise histórica dos grandes eventos e personagens históricos do Brasil no século XVIII.
- pensar e criticar as diferentes fontes e leituras sobre Tiradentes e a Inconfidência, investigando também as condições históricas das possibilidades de interpretação apresentadas pelos estudiosos.
- apreender o fenômeno histórico de 1789 na sua integridade à luz dos acontecimentos a ele contemporâneo, especialmente os desencadeados nos EUA e na Europa.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa apresenta a necessidade de pensar e criticar as diferentes fontes e leituras sobre Tiradentes e a Inconfidência, investigando também as condições históricas que tornam determinadas interpretações possíveis.
Trata‑se de confrontar documentos e discursos, analisar as escolhas metodológicas dos historiadores e identificar pressupostos, silêncios e usos do imaginário simbólico na construção da memória nacional. Essa postura exige atenção ao contexto de produção das fontes e às finalidades políticas e culturais que orientam leituras diversas.
O objetivo é avançar na compreensão do fenômeno de 1789 com maior integridade, reconhecendo múltiplas possibilidades interpretativas sem aceitar passivamente versões consolidadas nem descartá‑las de forma acrítica.
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