Questão FC249445
É muito recentemente que historiadores brasileiros têm se debruçado sobre a revisão e a reescrita de toda história, isto é, dos acontecimentos no processo histórico e das versões h
Historiografia e Teoria da História
VUNESP · 2019
É muito recentemente que historiadores brasileiros têm se debruçado sobre a revisão e a reescrita de toda história, isto é, dos acontecimentos no processo histórico e das versões historiográficas sobre esse processo.
[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro
sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e
Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e
construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História, 2001]
A partir do artigo, é correto afirmar que
- os historiadores brasileiros revisionistas foram responsáveis pela inserção no Brasil de uma corrente ultrapassada que desvirtuou as narrativas abrangentes e complexas dos temas clássicos.
- as versões historiográficas no Brasil são parte de uma narrativa conservadora que busca de maneira totalizante legitimar e impor uma única narrativa acerca dos fatos pesquisados.
- independentemente de qualquer narrativa considerada inovadora, a historiografia deve se ater aos discursos totalizantes que explicam de forma pormenorizada os fatos e assuntos analisados.
- as disputas em torno das narrativas da história são parte da complexidade e abrangência na luta por uma memória que considere diferentes sujeitos historicamente silenciados.
- os discursos e as narrativas da historiografia brasileira são ultrapassadas diante da inovação provocada por campos de pesquisas que refutam temas considerados superados.
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Gabarito
D
Comentário do professor
O enunciado ressalta que a revisão e reescrita da história envolvem disputas que não são meros acertos factuais, mas batalhas por como o passado é lembrado e representado.
Essas disputas revelam a dimensão política da historiografia: há conflito entre versões porque a memória pública define quem tem voz e quem permanece invisível.
Portanto, compreender a história como campo de controvérsias permite reconhecer a pluralidade de perspectivas e a necessidade de incluir sujeitos historicamente silenciados — indígenas, afrodescendentes, mulheres e classes populares.
Em sala de aula, isso implica problematizar fontes, fomentar o debate e construir narrativas mais amplas e democráticas, fruto de confronto crítico entre visões distintas do passado.
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