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Questão FC249446

Por outro lado, bastante diferente é o quadro que se apresenta na produção de material didático e paradidático: é raro o texto didático que não faça referência ao tema e são muito

Historiografia e Teoria da História

VUNESP · 2019

Por outro lado, bastante diferente é o quadro que se apresenta na produção de material didático e paradidático: é raro o texto didático que não faça referência ao tema e são muito expressivos, em termos quantitativos, os títulos de textos paradidáticos que tomam como referência o evento mineiro de 1788-89. Como poderíamos explicar tamanho distanciamento entre, de um lado, o imaginário nacional e o complexo editorial ligado ao ensino, no plano dos quais ainda se produzem muitos livros e opúsculos sobre o tema e, de outro, a produção acadêmica, com tão reduzidos índices?

 

[João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino da história da

Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.

Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e

Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação.

Discursos e imagens no ensino de História, 2001]

 

O excerto deve ser compreendido

  1. como uma tentativa de imposição do discurso acadêmico sobre a pouca relevância de alguns temas.
  2. por meio do discurso acadêmico em detrimento da contribuição das abordagens dos livros didáticos.
  3. pelos estudiosos de temas menores da História do Brasil, como, por exemplo, o caso da Inconfidência Mineira.
  4. como parte de uma disputa de narrativas, muitas vezes construída de maneira desigual, sobre determinados temas da História.
  5. por meio de uma escolha entre os saberes escolares ou acadêmicos conforme gosto pessoal dos pesquisadores.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa indica que o excerto trata a presença da Inconfidência Mineira no ensino e no mercado editorial como uma disputa de narrativas.

O autor aponta um distanciamento entre o que circula no imaginário nacional e nos livros didáticos/paradidáticos e o que é produzido na produção acadêmica.

Isso significa que existem versões concorrentes sobre o passado, elaboradas com objetivos, públicos e recursos diferentes: o complexo editorial ligado ao ensino amplia certos enunciados, enquanto a academia produz menos estudos críticos sobre o tema.

Essa assimetria torna a construção das interpretações desigual, dando maior visibilidade a narrativas escolarizadas e menos espaço às revisões historiográficas.

Portanto, o excerto destaca uma disputa interpretativa marcada por forças e audiências distintas, não por consenso único.

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