Questão FC249467
Politicamente, a Europa Oriental era o calcanhar de Aquiles do sistema soviético. Após a Primavera de Praga, ficou claro que os regimes satélites comunistas haviam perdido legitimi
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VUNESP · 2022
Politicamente, a Europa Oriental era o calcanhar de Aquiles do sistema soviético. Após a Primavera de Praga, ficou claro que os regimes satélites comunistas haviam perdido legitimidade como tal na maior parte da região. Tinham sua existência mantida por coerção do Estado, apoiado pela ameaça de intervenção soviética, ou, na melhor das hipóteses, dando aos cidadãos condições materiais e relativa liberdade muito superiores à média leste-europeia, mas que a crise econômica tornava impossíveis de manter. Contudo, com uma exceção, nenhuma forma séria de oposição política organizada ou qualquer outra era possível. Em um país, a conjunção de três fatores produziu essa possibilidade. A opinião pública do país estava esmagadoramente unida não apenas pela antipatia ao regime, mas por um nacionalismo antirrusso (e antijudeu) e conscientemente católico romano; a Igreja retinha uma organização independente nacional; e a classe operária demonstrara seu poder político com greves maciças, em intervalos, desde meados da década de 1950. E a partir de meados da década de 1970, teve de enfrentar tanto um movimento, trabalhista politicamente organizado, apoiado por uma assessoria de dissidentes intelectuais politicamente sofisticados, sobretudo ex-marxistas, quanto também uma Igreja cada vez mais agressiva. (Eric Hobsbawm,
Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)
O excerto trata da
- Polônia.
- Hungria.
- Bulgária.
- Iugoslávia.
- Romênia.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa correta é Polônia.
O texto descreve uma situação em que a oposição ao regime comunista nasceu da conjunção de três fatores: uma opinião pública unida por um nacionalismo antirrusso e identidade católica, uma Igreja Católica nacionalmente organizada e uma classe operária capaz de greves massivas.
Esses elementos explicam a emergência do movimento Solidarność (final da década de 1970 e início de 1980), apoiado por dissidentes intelectuais e por uma Igreja cada vez mais ativa — reforçada simbolicamente pela eleição de João Paulo II em 1978.
Portanto, a combinação de Igreja, operariado organizado e sentimento nacionalista identifica inequivocamente a Polônia no contexto descrito.
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