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Questão FC249473

Essa concepção pragmática da História, como disciplina escolar, servia à formação do cidadão ideal para o estado centralizado, que tinha como um dos seus objetivos neutralizar o po

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

Essa concepção pragmática da História, como disciplina escolar, servia à formação do cidadão ideal para o estado centralizado, que tinha como um dos seus objetivos neutralizar o poder das oligarquias regionais, formando o que se concebia como “sentimento nacional brasileiro”. Sentimento este que teria como fundamento a raça, a língua e a religião, e um território com uma única administração.

 

(Katia Abud. Currículos de História e políticas públicas: os programas

de História do Brasil na Escola Secundária. Em: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula, 1998)

 

Analisando os programas de História do período Vargas, a autora identificou como parte dos conteúdos que atendem ao exposto no excerto

  1. a comparação do processo de Independência do Brasil com o das Colônias Espanholas da América.
  2. o resgate das raízes históricas das “três raças” do Brasil, valorizando a cultura de origem africana.
  3. a desmitificação da unidade étnica do povo brasileiro, enfatizando-se a influência afro-indígena na formação do Brasil.
  4. o papel da Companhia de Jesus como responsável pela defesa dos povos indígenas contra a dominação portuguesa.
  5. o despovoamento e a pobreza provocados na província de São Paulo pelo movimento bandeirante.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Comparação do processo de Independência do Brasil com o das Colônias Espanholas é pertinente porque, nas aulas programadas no período Vargas, essa leitura enfatizava a ideia de uma trajetória singular: uma transição mais negociada e institucionalizada no Brasil frente às guerras de independência hispano-americanas.

Ao destacar essa diferença, o currículo sustentava a justificativa da centralização e da autoridade imperial/estadual como caminho natural e legítimo para a unidade nacional.
Assim, a comparação servia para construir um sentimento nacional que minimizava conflitos regionais e reforçava a ideia de um povo unido por língua, religião e administração comum.

Em suma, essa ênfase historiográfica funcionava como recurso pedagógico para neutralizar as oligarquias regionais e promover a coesão política desejada pelo Estado.

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