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Questão FC249480

Isso aprendi lendo Os reis taumaturgos, de Marc Bloch. De um lado, ele tratava de desvelar a conspiração e mostrar que por trás do ritual dos reis, que pretendiam curar a escrófula

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

Isso aprendi lendo Os reis taumaturgos, de Marc Bloch. De um lado, ele tratava de desvelar a conspiração e mostrar que por trás do ritual dos reis, que pretendiam curar a escrófula com seus toques, havia uma estratégia política; mas, de outro, Bloch também procurava entender por que todas aquelas pessoas (mendigos, mulheres etc.) faziam a peregrinação a fim de serem curadas pelos reis.

 

(Carlo Ginzburg. Em: Maria

Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)

 

Inspirado em Marc Bloch, o historiador Carlo Ginzburg, no fragmento, aborda

  1. uma concepção materialista de História, pois reconhece as bases materiais e as contradições sociais por trás dos fenômenos históricos.
  2. a importância da ideia de o historiador buscar abordar os vários lados de um objeto ou acontecimento estudado.
  3. o esforço em manter sua imparcialidade, ao adotar uma perspectiva neutra em relação aos problemas históricos.
  4. a preocupação em realizar um trabalho de síntese, ao invés de se ater a detalhes específicos das trajetórias estudadas.
  5. a valorização da história política na dimensão da nação, a fim de contribuir com a construção da identidade nacional.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa ressalta a necessidade de o historiador considerar múltiplas perspectivas ao estudar um fenômeno.

No fragmento, Marc Bloch é citado como alguém que não se limita a revelar a intenção política por trás do ritual do toque real, mas também procura compreender os motivos e as expectativas daqueles que participavam do rito.

Isso indica uma postura que combina explicação causal e compreensão dos sentidos atribuídos pelos atores: investigar estruturas e estratégias sem perder de vista experiências, crenças e práticas cotidianas.

Metodologicamente, exige fontes diversificadas, atenção aos detalhes e uma empatia crítica — isto é, entender as motivações sem naturalizá‑las.

Em suma, a alternativa valoriza a análise plural e contextualizada, condição para apreender a complexidade histórica.

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