Questão FC249484
Não se retrocederá aqui, portanto, à discussão de “um” Descobrimento, apenas. A História do Brasil propriamente, na minha perspectiva, somente se afirmaria no período da independên
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
Não se retrocederá aqui, portanto, à discussão de “um” Descobrimento, apenas. A História do Brasil propriamente, na minha perspectiva, somente se afirmaria no período da independência, quando se esboça uma historiografia “brasileira”, delineando-se então, com maior nitidez, os embates em busca de um projeto para a futura nação. No período em que se processou a colonização portuguesa, diversas ideias de Brasil são procuradas ou revisitadas pelos autores destes estudos. Mas não trabalhamos, vale grifar, com a equivocada “História do Brasil Colonial”, que aliás não existe.
(Carlos Guilherme Mota, Introdução. Em: Carlos
Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)
A assertiva de Carlos Guilherme Mota demonstra
- a preocupação em desvendar que os principais problemas nacionais contemporâneos derivam das escolhas dos brasileiros.
- a finalidade de comprovar que os destinos nacionais foram traçados ao longo do processo de colonização.
- a intenção de evitar a persistente visão linear e supostamente evolutiva da chamada história do Brasil.
- o objetivo de compreender que a formação brasileira sofre com paradoxos, como o das relações de docilidade entre escravizados e senhores.
- o cuidado de apontar para as qualidades da presença portuguesa na América, que garantiu a unidade territorial do Brasil.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa aponta que Mota quer afastar a ideia de uma história linear e evolutiva do país.
No trecho ele rejeita a noção de uma única “História do Brasil Colonial” e afirma que a História do Brasil, enquanto projeto nacional, só se afirma a partir da Independência, quando surge uma historiografia “brasileira”.
Isso revela a opção por uma leitura que destaca rupturas, disputas e múltiplas concepções de Brasil ao longo da colonização, e não uma trajetória inevitável rumo a um destino previamente traçado.
Em suma: o autor critica a visão teleológica e privilegia uma abordagem contingente e contestada da formação nacional.
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