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Questão FC249493

No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passad

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passado mais remoto. Há o risco de o ensino (e a pesquisa) voltarem-se para um certo presentismo subjetivista e cometer um dos (ou todos) três pecados capitais da explicação histórica.

(Marcos Napolitano, Pensando a estranha História sem fim. Em: Leandro Karnal (org.).

História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

 

Napolitano aponta como um desses pecados capitais

  1. a crítica documental, ao escolher registros humanos produzidos de forma intencional.
  2. o nominalismo, ao comparar experiências humanas de um passado remoto ao tempo contemporâneo.
  3. o anacronismo, ao cobrar, dos agentes do passado, valores que são contemporâneos nossos.
  4. o conceitualismo, ao narrar o processo histórico a partir de conceitos derivados de outras ciências.
  5. o essencialismo, ao considerar que as ações humanas fazem parte de um movimento teleológico.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O anacronismo é o erro de cobrar dos agentes do passado comportamentos, valores ou categorias que pertencem ao presente — isto é, projetar sobre eles valores contemporâneos.

Ao agir assim, confundimos épocas diferentes e perdemos a capacidade de compreender as motivações e as condições próprias de cada tempo. O resultado é uma explicação distorcida, que transforma realidades históricas complexas em julgamentos morais imediatos.

No ensino, especialmente com a História Contemporânea, o anacronismo facilita respostas simplistas e reforça o presentismo, em vez de promover a compreensão crítica das fontes e das mentalidades históricas.

Para evitá‑lo, é preciso contextualizar: analisar fontes, reconstruir normas e valores vigentes na época e explicar diferenças sem impor nossos critérios atuais.

Napolitano alerta que esse procedimento compromete a reflexão histórica e a aprendizagem crítica.

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