Questão FC249538
Leia o texto a seguir: Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
Leia o texto a seguir:
Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Em 1956, França e Grã-Bretanha
- planejaram, junto com Israel, uma operação militar para derrubar o governo nacionalista e revolucionário de Nasser, no Egito.
- se voltaram contra o Egito, apoiado pela União Soviética, na tentativa de impedir a posse de um governo de esquerda anti-imperialista.
- atacaram o Egito com o objetivo de manter a partilha da África entre as potências imperialistas, buscando frear as lutas de libertação nacional.
- entraram em guerra com o Egito em função do apoio do país à causa palestina, o que causava desconforto nas potências europeias.
- lutaram contra a independência do Egito, recém-conquistada em relação à Grã-Bretanha, e sua política de nacionalização das multinacionais.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Em 1956, França e Grã-Bretanha, em colaboração secreta com Israel, organizaram uma operação militar contra o Egito — episódio conhecido como Crise de Suez.
O estopim foi a nacionalização do Canal de Suez por Nasser, que ameaçava interesses econômicos e estratégicos europeus. O objetivo explícito da ação era derrubar o governo nacionalista e retomar o controle do canal, essencial para o tráfego entre Europa e Ásia.
O plano combinou ataque israelense ao Sinai e intervenção britânica e francesa, apresentando-se depois como missão de “separação de forças”. Entretanto, sob forte pressão internacional (EUA, URSS e ONU), a ação teve de ser desfeita, evidenciando o declínio do poder imperial europeu.
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