Questão FC249575
Leia o texto a seguir. Nas últimas duas décadas do século XX, ainda na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no sécul
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
Leia o texto a seguir.
Nas últimas duas décadas do século XX, ainda na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surge o conceito de História do Tempo Presente, voltada para o estudo do período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(NAPOLITANO, Marcos. História Contemporânea. Em: KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)
A História do Tempo Presente pode ser definida
- pelo afastamento em relação aos conceitos estruturantes da historiografia do início do século XX, como o positivismo, o estruturalismo e o marxismo.
- pela duração mais recente dos acontecimentos, sem que se possa relacioná-los a processos mais antigos, estabelecendo uma cronologia mais curta.
- pelo abandono do trabalho com documentos históricos de diferentes linguagens e pela pesquisa feita com entrevistas no campo da História Oral.
- pela ampliação dos temas e contextos estudados, incorporando outros povos e sociedades que não apenas os europeus e norte-americanos.
- pela presença viva dos protagonistas e da memória, ainda interagindo com o tempo do historiador, como testemunhos vivos e dinâmicos do passado.
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Comentário do professor
A História do Tempo Presente concentra‑se no estudo de acontecimentos muito recentes, em que os protagonistas vivos e a memória coletiva ainda circulam e influenciam a escrita histórica.
Nesse quadro, as lembranças pessoais funcionam como testemunhos orais e relatos diretos que interagem com o tempo do historiador, oferecendo informações preciosas sobre sentidos, motivações e experiências imediatas.
Essa proximidade torna o passado mais dinâmico e acessível, mas também mais sujeito a vieses.
Metodologicamente, a abordagem amplia o leque de fontes contemporâneas — entrevistas, imagens, gravações, documentos recentes — e exige crítica e triangulação para avaliar precisão, memória e subjetividade.
Em suma, o diferencial é a presença viva dos atores e de suas memórias, que passam a ser objeto e fonte simultaneamente, exigindo rigor e reflexividade do historiador.
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