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Questão FC249583

Observe o texto a seguir. Em 1678, representantes portugueses e uma expressiva comitiva de rebeldes enviados por Ganga Zumba reuniram-se em Recife para celebrar o tratado de paz pr

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

Observe o texto a seguir.

 

Em 1678, representantes portugueses e uma expressiva comitiva de rebeldes enviados por Ganga Zumba reuniram-se em Recife para celebrar o tratado de paz proposto pelas autoridades coloniais. O acordo previa devolver aos agentes da Coroa os escravos fugidos — vale dizer, todos os moradores que não tivessem nascido nos quilombos — e, do ponto de vista luso, tinha o objetivo estratégico de liquidar com os profundos laços de cumplicidade e reconhecimento entre os quilombolas e os cativos. Em troca, Portugal garantia alforria, terras sob a forma de sesmarias e foro de vassalos da Coroa para os naturais de Palmares.

 

(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

 

Em relação à história do quilombo de Palmares, o acordo realizado em Recife representou

  1. o momento de maior força do quilombo, congregando um número cada vez maior de escravizados fugidos e negros libertos.
  2. a aproximação de lideranças com perfis diferentes, como Zumbi e Ganga Zumba, que se uniram na luta contra a repressão colonial.
  3. o fim da unidade entre os líderes quilombolas, dando início à crise que levaria à destruição final do quilombo alguns anos depois.
  4. o auge da luta abolicionista no período colonial, quando a ação quilombola esteve próxima de colocar fim à escravidão.
  5. o reconhecimento da força dos quilombolas pela Coroa portuguesa, que cogitou proibir, no século XVII, o tráfico negreiro.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Fim da unidade refere-se à ruptura política e militar causada pelo tratado de 1678 entre lideranças de Palmares. Ao aceitar a devolução de escravizados que não fossem naturais do quilombo e a submissão formal à Coroa, parte dos chefes, liderados por Ganga Zumba, comprometeu a coesão interna.

Essa proposta gerou uma cisão: líderes como Zumbi recusaram o acordo por entenderem ser uma capitulação que traía a proteção aos fugitivos e a autonomia do território. A discórdia enfraqueceu a autoridade central e a capacidade de mobilização.

Com a unidade abalada, Palmares ficou mais vulnerável a ofensivas coloniais e bandeirantes. A crise interna decorrente do tratado antecipou o processo que, alguns anos depois, culminou na destruição final do quilombo.

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