Questão FC249584
Leia o texto a seguir. Comentavam-se à solta as rebeliões escravas que assolavam a ilha, levando ao descontrole geral ou ao controle da situação pelos africanos, o que, na linguage
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
Leia o texto a seguir.
Comentavam-se à solta as rebeliões escravas que assolavam a ilha, levando ao descontrole geral ou ao controle da situação pelos africanos, o que, na linguagem da época, implicava imensa falta: de regra, de governo, de racionalidade. Como não existiam notícias objetivas, sobrava temor. O que se sabia, vagamente, era que o rico domínio europeu — a Pérola das Antilhas, como era conhecido – experimentava momento convulsionado. Concorrente do Brasil no comércio de açúcar (e com larga vantagem, nesse momento), a colônia era também conhecida por sua desigualdade populacional. Em 1754, lá havia 465 mil africanos escravizados, contra apenas 5 mil brancos; uma desproporção muito mais severa que a brasileira, mas cuja sombra assustava as elites.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
O texto trata das rebeliões escravas
- no Haiti.
- em Granada.
- em Porto Rico.
- na Jamaica.
- em Cuba.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O texto identifica a colônia como Haiti por sinais claros do contexto histórico: era chamada de “Pérola das Antilhas” e era a principal produtora açucareira do Caribe, concorrendo com o Brasil.
O destaque à enorme desproporção populacional — cerca de 465 mil africanos escravizados contra apenas 5 mil brancos — explica o receio das elites e o caráter generalizado das rebeliões escravas.
Essa combinação de economia de plantation e desigualdade demográfica gerou insurreições permanentes que culminaram na Revolução Haitiana, responsável pela independência da colônia.
Portanto, os elementos do texto apontam inequivocamente para o Haiti.
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