Questão FC249610
Não são necessárias extensas leituras sobre Portugal para compreender duas de suas particularidades: o fato de o país ter um imaginário baseado em mitos estruturais permanentes, co
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
Não são necessárias extensas leituras sobre Portugal para compreender duas de suas particularidades: o fato de o país ter um imaginário baseado em mitos estruturais permanentes, contidos nas diferentes variantes conjunturais do nacionalismo, e .
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
A lacuna é corretamente preenchida por:
- a longa duração do seu império ultramarino, com a questão das colônias presentes em todos os regimes, movimentos e resoluções políticas fundamentais
- a acautelada colonização portuguesa, especialmente na África, que oferecia cidadania plena a todos os colonos, independentemente da origem étnica e da religião professada
- a preocupação lusa em estabelecer mecanismos coloniais que permitissem a participação política dos colonos, assim como uma razoável distribuição das riquezas produzidas nas colônias
- a ideia de que a colonização do Brasil compensaria a perda da África, como decorrência de uma obrigação moral estabelecida com as Grandes Navegações
- a relativa docilidade das relações coloniais estabelecidas pelos portugueses ao longo dos séculos, como ficou demonstrada no rápido processo de descolonização das colônias africanas
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa evidencia a longa duração do protagonismo colonial na história portuguesa: séculos de presença ultramarina tornaram a questão das colónias um elemento constante da vida política e social do país.
Essa continuidade significou que decisões de Estado, ideologias e movimentos sociais foram frequentemente articulados em função do império ultramarino, moldando identidades, prioridades econômicas e estratégias diplomáticas.
Na prática, a persistência da questão colonial atravessou diferentes regimes e momentos — influenciando desde a organização administrativa e a legislação até conflitos armados e debates públicos sobre nacionalidade e soberania.
Por isso, preencher a lacuna com a referência à longa duração do império explica por que a colonialidade aparece como traço estrutural e recorrente nas principais decisões políticas portuguesas.
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