Questão FC249614
As duas instituições básicas que, por sua natureza, estavam destinadas a organizar a colonização do Brasil foram o Estado e a Igreja Católica. Embora se trate de instituições disti
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
As duas instituições básicas que, por sua natureza, estavam destinadas a organizar a colonização do Brasil foram o Estado e a Igreja Católica. Embora se trate de instituições distintas, naqueles tempos, uma estava ligada à outra. Em princípio, houve uma divisão de trabalho entre as duas instituições. Ao Estado coube o papel fundamental de garantir a soberania portuguesa sobre a Colônia, dotá-la de uma administração, desenvolver uma política de povoamento, resolver problemas básicos, como o da mão de obra, estabelecer o tipo de relacionamento que deveria existir entre Metrópole e Colônia.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
Nesse processo histórico, segundo Fausto, a Igreja
- revelou-se uma instituição sempre fiel ao Estado português, ainda que tenha feito críticas recorrentes à escravização de africanos.
- tornou-se um instrumento muito eficaz para veicular a ideia geral de obediência e, em especial, a de obediência ao poder do Estado.
- assumiu posicionamentos marcados por interesses particulares, contrapondo-se às políticas colonialistas, como no caso da tolerância religiosa.
- dedicou-se à educação e à catequese dos colonos e dos nativos, assim como fez recorrentes críticas ao monopólio comercial metropolitano.
- limitou-se a ser uma instituição de apoio ao processo de colonização, referendando todas as decisões metropolitanas.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A Igreja Católica, segundo Fausto, atuou como um instrumento eficaz para difundir a ideia de obediência, especialmente à autoridade colonial.
Por meio da catequese, da educação missionária, dos sacramentos e do confessionário, a Igreja interiorizava normas e valores que naturalizavam a submissão à ordem estabelecida.
A vinculação institucional com a Coroa — expressa no padroado real — ampliou seu papel político: os clérigos legitimavam a soberania portuguesa e colaboravam na administração e censura cultural, fortalecendo a autoridade estatal.
Assim, a ação religiosa não foi apenas espiritual, mas também ideológica e política, fundamental para consolidar o poder metropolitano e manter o controle social na colônia.
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