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Questão FC249618

Por certo, a emancipação não foi obra exclusiva de nosso quixotesco d. Pedro. O evento é expressão visível de uma série de tensões e arranjos que se colavam à crise do sistema colo

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

Por certo, a emancipação não foi obra exclusiva de nosso quixotesco d. Pedro. O evento é expressão visível de uma série de tensões e arranjos que se colavam à crise do sistema colonial e do absolutismo, tão característicos do fim do período moderno. Era todo o Antigo Regime que se desintegrava, e com ele as bases do colonialismo mercantilista.

 

Por isso, nossa emancipação não deixou de ser particular e trivial.

 

(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia)

 

Considerando o contexto apresentado, para Schwarcz e Starling, a emancipação do Brasil foi

  1. resultado da ação dos chamados liberais radicais, que conquistaram a independência e a cobiçada autonomia político-administrativa para as províncias.
  2. uma ação política bem planejada, na qual o Partido Brasileiro, comando pela elite do Norte-Nordeste, impôs que dom Pedro proclamasse a independência.
  3. uma trama política, envolvendo interesses antimonárquicos e antiliberais, que defendiam a progressiva extinção do trabalho de escravizados no país.
  4. um movimento liberal, porque rompeu com a dominação colonial, e, ao mesmo tempo conservador, ao manter a monarquia, o sistema escravocrata e o domínio senhorial.
  5. a forma mais segura encontrada pelos brasileiros de romper com os laços coloniais de forma pacífica e garantir a independência econômica da nova nação.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa aponta que a independência brasileira foi simultaneamente liberal e conservadora.

Segundo Schwarcz e Starling, o ato emancipatório rompeu com a dominação colonial e com os vínculos administrativos ao império português — aspecto associado ao liberalismo.

Por outro lado, preservou estruturas centrais do Antigo Regime: manteve a monarquia, o sistema escravocrata e o poder senhorial, garantindo continuidade social e econômica aos grupos dominantes.

Essa combinação explica a ideia de emancipação “particular e trivial”: mudança política relevante, mas sem ruptura radical das bases sociais e econômicas vigentes.

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