Questão FC249618
Por certo, a emancipação não foi obra exclusiva de nosso quixotesco d. Pedro. O evento é expressão visível de uma série de tensões e arranjos que se colavam à crise do sistema colo
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2025
Por certo, a emancipação não foi obra exclusiva de nosso quixotesco d. Pedro. O evento é expressão visível de uma série de tensões e arranjos que se colavam à crise do sistema colonial e do absolutismo, tão característicos do fim do período moderno. Era todo o Antigo Regime que se desintegrava, e com ele as bases do colonialismo mercantilista.
Por isso, nossa emancipação não deixou de ser particular e trivial.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia)
Considerando o contexto apresentado, para Schwarcz e Starling, a emancipação do Brasil foi
- resultado da ação dos chamados liberais radicais, que conquistaram a independência e a cobiçada autonomia político-administrativa para as províncias.
- uma ação política bem planejada, na qual o Partido Brasileiro, comando pela elite do Norte-Nordeste, impôs que dom Pedro proclamasse a independência.
- uma trama política, envolvendo interesses antimonárquicos e antiliberais, que defendiam a progressiva extinção do trabalho de escravizados no país.
- um movimento liberal, porque rompeu com a dominação colonial, e, ao mesmo tempo conservador, ao manter a monarquia, o sistema escravocrata e o domínio senhorial.
- a forma mais segura encontrada pelos brasileiros de romper com os laços coloniais de forma pacífica e garantir a independência econômica da nova nação.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa aponta que a independência brasileira foi simultaneamente liberal e conservadora.
Segundo Schwarcz e Starling, o ato emancipatório rompeu com a dominação colonial e com os vínculos administrativos ao império português — aspecto associado ao liberalismo.
Por outro lado, preservou estruturas centrais do Antigo Regime: manteve a monarquia, o sistema escravocrata e o poder senhorial, garantindo continuidade social e econômica aos grupos dominantes.
Essa combinação explica a ideia de emancipação “particular e trivial”: mudança política relevante, mas sem ruptura radical das bases sociais e econômicas vigentes.
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