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Questão FC249619

O novo regime fazia uso da leitura da obra de alguns pensadores políticos conservadores, como Alberto Torres, um defensor da ideia de que cabia ao Estado organizar a sociedade, for

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

O novo regime fazia uso da leitura da obra de alguns pensadores políticos conservadores, como Alberto Torres, um defensor da ideia de que cabia ao Estado organizar a sociedade, fornecer um propósito à nação e implantar as mudanças de que o país necessitava. Também tinha nome e tonalidade fascistas. “Estado Novo” designava a ditadura de Salazar, iniciada em Portugal em 1932, e o regime brasileiro compartilhava alguns traços com o fascismo europeu.

 

(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)

 

De acordo com as autoras, entre outros traços do fascismo europeu, no Estado Novo,

  1. existia um partido único de sustentação do governo ditatorial e, desde o início da formação escolar, havia uma rigorosa instrução militar.
  2. mantinha-se uma estrutura sindical liberal e havia controle estatal sobre todos os meios de comunicação, como jornais e rádios.
  3. buscava-se a regionalização do planejamento econômico e a entrada maciça de trabalhadores imigrantes.
  4. permaneciam alguns princípios do liberalismo político, como a ocorrência de plebiscitos, além de críticas às práticas eugenistas.
  5. havia ênfase no poder Executivo personificado numa liderança única, bem como a representação de interesses de grupos e classes sociais num arranjo corporativo.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa aponta dois traços centrais do Estado Novo: ênfase no poder Executivo personificado numa liderança única e a adopção do corporativismo.

Na prática, isso significou a centralização do comando em Getúlio Vargas — com o fechamento de órgãos representativos e a concentração de decisões no Executivo — e a construção de um aparato estatal que mediava interesses sociais.

O corporativismo substituiu a representação liberal: sindicatos e entidades foram reorganizados e vinculados ao Estado (Ministério do Trabalho), criando canais oficiais de representação de categorias e classes, controlados pelo governo.

Esses elementos aproximaram o regime brasileiro de modelos autoritários europeus, ao priorizar liderança pessoal e a gestão estatal dos conflitos sociais.

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