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Questão FC249622

A crise de 1929 tinha raízes profundas, que penetravam na própria natureza do capitalismo monopolista americano. (José Jobson de Andrade Arruda, “A crise do capitalismo liberal”. E

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2025

A crise de 1929 tinha raízes profundas, que penetravam na própria natureza do capitalismo monopolista americano.

 

(José Jobson de Andrade Arruda, “A crise do capitalismo

liberal”. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: o tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras, volume 2. Adaptado)

 

Segundo Arruda, uma dessas raízes profundas era

  1. a incapacidade de o desenvolvimento tecnológico ocorrer na mesma proporção dos investimentos públicos realizados na infraestrutura do país, bem como a intensa demanda europeia por produtos agrícolas.
  2. a escassez de matérias-primas fundamentais para a indústria automobilística, como o minério de ferro e a borracha, que passaram a ser importados com preços que foram crescendo ao longo dos anos 1920.
  3. o desequilíbrio na distribuição da riqueza, pois os salários e os preços tendiam a permanecer relativamente estáveis, enquanto o lucro das empresas aumentava pelo crescimento da produtividade.
  4. a forte intervenção do Estado nas estruturas econômicas estadunidenses, com o recorrente controle cambial e a imposição de tarifas alfandegárias privilegiadas para alguns setores econômicos.
  5. a histórica autonomia dos sindicatos de trabalhadores industriais, que, por meio de greves e outras pressões, conquistavam aumentos salariais acima da inflação e impunham novos direitos sociais.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa aponta para o desequilíbrio na distribuição da riqueza como raiz da crise: ao longo dos anos 1920, a produtividade aumentou e as empresas obtiveram maiores lucros, enquanto os salários permaneceram relativamente estagnados e os preços não subiram na mesma proporção.

Isso significou que a massa de renda disponível para o consumo não cresceu na mesma velocidade da capacidade produtiva. Em consequência, a produção passou a superar a demanda efetiva, gerando superprodução e acúmulo de estoques.

Esse descompasso estrutural tornou a economia vulnerável: a queda nas vendas reduziu lucros, provocou cortes de produção, falências e desemprego, aprofundando a crise. Em suma, a concentração de renda e a estagnação salarial criaram um problema de demanda que contribuiu decisivamente para a crise de 1929.

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