Questão FC249640
A concepção de realeza entre os germânicos estava impregnada de caráter religioso. Tácito já observava que, de modo diverso do que acontecia no caso dos chefes temporários de guerr
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2024
A concepção de realeza entre os germânicos estava impregnada de caráter religioso. Tácito já observava que, de modo diverso do que acontecia no caso dos chefes temporários de guerra, livremente escolhidos em razão de seu valor pessoal, os reis eram entre os germânicos escolhidos apenas em certas famílias nobres — sem dúvida, em determinadas famílias hereditariamente dotadas de uma virtude sagrada. Os reis eram considerados seres divinos ou, pelo menos, originados dos deuses.
(Marc Bloch. Os reis taumaturgos, 1993. Adaptado.)
Segundo o excerto, entre os povos germânicos da Idade Média,
- a origem dinástica e o vínculo com dimensões divinas associavam-se e definiam a escolha dos reis.
- o poder temporal e o poder atemporal distinguiam-se e asseguravam a laicidade no exercício do controle do Estado.
- os líderes militares eram escolhidos, em tempos de guerra, em função da origem divina de suas famílias.
- as famílias nobres controlavam o Estado, em tempos de guerra, por meio da manipulação religiosa do povo.
- a coragem e o heroísmo dos chefes demonstravam sua origem sagrada e favoreciam sua ascensão ao poder.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O excerto mostra que a escolha dos reis germânicos dependia de dois elementos associados: origem dinástica e vínculo religioso. Ao afirmar que os reis eram escolhidos "apenas em certas famílias nobres — sem dúvida, em determinadas famílias hereditariamente dotadas de uma virtude sagrada", o texto indica que a linhagem definia a elegibilidade e vinha investida de caráter sagrado.
Portanto, a legitimidade régia não se baseava só na linhagem biológica, mas na ideia de uma qualidade transmitida e reconhecida como divina, que conferia autoridade e distinção ao monarca.
Essa combinação de dinastia e sacralização explica por que a realeza era entendida como uma instituição com fundamento religioso e legitimidade social.
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