Questão FC249641
A quinta razão das que moveram o infante aos descobrimentos marítimos foi o grande desejo que havia o infante de acrescentar em a santa fé de nosso senhor Jesus Cristo, e trazer a
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2024
A quinta razão das que moveram o infante aos descobrimentos marítimos foi o grande desejo que havia o infante de acrescentar em a santa fé de nosso senhor Jesus Cristo, e trazer a ela todas as almas que se quisessem salvar, conhecendo que todo o mistério da encarnação, morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foi obrado a este fim, por salvação das almas perdidas, as quais o dito senhor queria, por seus trabalhos e despesas, trazer ao verdadeiro caminho.
(Gomes Eanes de Zurara. Crônica do descobrimento e da conquista
da Guiné. Apud : Laura de Mello e Souza. Inferno Atlântico:
demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII, 1993. Adaptado.)
Extraído de um documento histórico de meados do século XV, o excerto trata dos motivos que teriam levado Portugal à expansão marítima e
- indica a disposição católica de ampliar os limites do cristianismo, reagindo às ações da Reforma Protestante.
- expõe a tentativa de difundir a fé cristã nas terras recém conquistadas da África e da América.
- aponta o vínculo profundo entre expansão atlântica e esforço de conversão de outros povos ao catolicismo.
- revela que o empenho catequético mascarava os interesses econômicos da expansão atlântica e da colonização.
- demonstra que os colonizadores europeus defendiam o direito de outros povos à liberdade religiosa.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Certo
Comentário do professor
O excerto evidencia claramente o papel da conversão religiosa como motivação central para as navegações portuguesas: o infante declara o desejo de “acrescentar em a santa fé” e de “trazer ao verdadeiro caminho” as almas que se quisessem salvar.
Essa linguagem religiosa revela um vínculo explícito entre a expansão atlântica e o esforço de levar o catolicismo a povos fora da Europa, justificando as viagens como missão espiritual.
Redigido no século XV, o texto funciona como justificativa ideológica: apresenta a evangelização como fim legítimo das despesas e riscos das explorações, ressaltando a preocupação com a salvação das almas como razão fundante da política ultramarina.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em