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Questão FC249661

“As alterações nas formas de exploração feudal sobrevindas no final da época medieval estavam, naturalmente, longe de serem insignificantes. Na verdade, foram precisamente essas mu

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2024

“As alterações nas formas de exploração feudal sobrevindas no final da época medieval estavam, naturalmente, longe de serem insignificantes. Na verdade, foram precisamente essas mudanças que modificaram as formas do Estado. Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas à sua posição social tradicional — não obstante e contra os benefícios que elas tinham conquistado com a comutação generalizada de suas obrigações.”

(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)

O texto se contrapõe a uma tese hoje considerada ultrapassada na historiografia, que considerava o Estado absolutista

  1. um árbitro entre a aristocracia e a burguesia e um instrumento da burguesia nascente contra a aristocracia.
  2. uma forma de representação da extensão do poder da nobreza em um novo contexto político.
  3. o resultado de uma aliança política entre a nobreza e a burguesia na luta contra as revoltas camponesas.
  4. o auge do poder da Igreja Católica, em um momento em que a instituição disputava poder com a nobreza.
  5. o resultado do processo de uma longa crise política e econômica da sociedade europeia nos séculos XIV e XV.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Estado absolutista entendido como árbitro entre aristocracia e burguesia apresenta a monarquia centralizadora mediando conflitos de interesses: garantia a ordem social ao mesmo tempo que acomodava demandas econômicas em expansão.

Nessa leitura, o rei atua como instrumento da burguesia nascente ao enfraquecer privilégios feudais, uniformizar leis e assegurar a segurança jurídica necessária ao comércio e ao crédito.

Por meio da centralização fiscal e administrativa, o Estado cria condições para a acumulação de capital e a circulação de mercadorias, favorecendo o desenvolvimento urbano e as classes mercantis.

Assim, a expressão sintetiza a ideia de um poder régio que negocia entre ordens sociais e promove políticas que beneficiam a expansão econômica da burguesia, consolidando um novo equilíbrio político.

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