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Questão FC249679

No ensaio introdutório desta obra, Ciro Flamarion Cardoso apresenta o quadro epistemológico geral em que se inserem os vários territórios do historiador e os campos de investigação

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2024

No ensaio introdutório desta obra, Ciro Flamarion Cardoso apresenta o quadro epistemológico geral em que se inserem os vários territórios do historiador e os campos de investigação contemplados neste livro, suas potencialidades, dilemas e impasses. Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o iluminista, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada. 

 

(Ronaldo Vainfas, Caminhos e descaminhos da História. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas, Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Adaptado) 

 

O segundo paradigma, que completa a ideia exposta no excerto, o pós-moderno, mostra-se

  1. entusiasmado com a retomada de uma prática historiográfica voltada ao uso preferencial de documentos escritos e oficiais.
  2. preocupado com a epistemologia da História, com o intuito de construir um conhecimento histórico sem a utilização de conceitos exógenos.
  3. atento ao resgate de uma História Política tradicional, com narrativas que apresentem as grandes lideranças nacionais ao longo dos últimos séculos.
  4. cético em relação a explicações globalizantes e tendente a enfatizar, em maior ou menor grau, as representações construídas historicamente.
  5. propenso a compreender a História como a única Ciência Humana capaz de analisar as perspectivas humanas em relação ao desenvolvimento tecnológico.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa destaca que o pós-moderno adota uma postura cética frente às explicações totalizantes: rejeita as metanarrativas que pretendem oferecer leituras únicas e universais do passado.

Em vez disso, o foco pós-moderno recai sobre a pluralidade e sobre as múltiplas representações sociais — discursos, práticas e símbolos — que são construídos historicamente em contextos específicos.

Isso implica valorizar microanálises, discursos subalternos, linguagem e processos de legitimação, reconhecendo a contingência e a relatividade das interpretações históricas.

Portanto, a alternativa assinala corretamente a desconfiança do pós-modernismo em relação a explicações globalizantes e sua tendência a enfatizar as representações historicamente produzidas.

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