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Questão FC249682

La nouvelle historire é o título de uma coleção de ensaios editada pelo renomado medievalista francês Jacques Le Goff. A expressão “a nova história” é mais bem conhecida na França

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2024

La nouvelle historire é o título de uma coleção de ensaios editada pelo renomado medievalista francês Jacques Le Goff. A expressão “a nova história” é mais bem conhecida na França e representa a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, que seria convenientemente descrito como “história rankeana”. 

 

(Peter Burke, Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro. Em: Peter Burke (org.), A escrita da História: novas perspectivas, p. 9-10. Adaptado) 

 

O contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em alguns pontos, entre os quais, é correto considerar que, segundo o paradigma tradicional,

  1. o verdadeiro conhecimento histórico obriga-se a compreender as várias dimensões dos saberes tradicionais, articulando-os com as perspectivas históricas das classes populares ao longo da história da humanidade.
  2. a história deveria ser baseada em documentos, com a história escrita abalizada em registros oficiais, emanados do governo e preservados em arquivos, provocando a negligência de outros tipos de evidência.
  3. a historiografia dos grandes processos históricos precisa ser constantemente reanalisada, principalmente a História Universal, para que as experiências do passado sejam modelos para o presente.
  4. a História Cultural precisa ser tratada como o principal ramo do conhecimento histórico, porque dela derivam as explicações totalizantes em relação às outras esferas humanas, como a econômica e a política.
  5. a principal preocupação de um historiador profissional dever ser o efetivo resgate do imaginário das classes subalternas no contexto das grandes transformações ao longo da Era das Revoluções.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente que o paradigma tradicional — a chamada história rankeana — valoriza sobretudo os documentos oficiais produzidos por instituições estatais e conservados em arquivos.

Ranke defendia que a tarefa do historiador era “dizer como realmente foi”, apoiando-se em fontes escritas e verificáveis. Essa postura legitima um método centrado na documentação escrita como fundamento da narrativa histórica.

Como consequência, essa ênfase tende à negligência de outros tipos de evidência — como relatos orais, cultura material, práticas cotidianas e registros não oficiais — que só passaram a ser sistematicamente incorporados por correntes posteriores.

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