Questão FC249690
[…] tentando compreender a importância dessas viagens exploratórias para os países europeus, é útil recordar que elas não só deram continuidade como aceleraram o processo de “roedu
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2024
[…] tentando compreender a importância dessas viagens exploratórias para os países europeus, é útil recordar que elas não só deram continuidade como aceleraram o processo de “roedura” do continente e tornaram acaloradas as discussões sobre a partilha, precipitadas pela forte crise do Império Otomano e pelo final do trato negreiro. O marco foi a Conferência de Berlim, cujas consequências para a África fazem-se presentes até os dias atuais.
Muito pouco se sabe acerca do ocorrido nos bastidores da diplomacia europeia, capaz de informar propósitos e resultados das negociações que culminaram em um dos períodos mais violentos da época contemporânea. O que parece consensual, no entanto, foram os quatro principais motivos que levaram à realização da Conferência.
(Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula: visita à História Contemporânea, p. 59)
Um desses principais motivos, segundo a obra citada, foram
- as inquietações das principais nações europeias, essencialmente a Alemanha, com a necessidade de acelerar a conclusão do canal de Suez.
- os interesses em torno da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Congo, manifestado de forma explícita, principalmente pela Grã- Bretanha.
- as preocupações francesas e inglesas em conceder vastos espaços coloniais para a Alemanha e a Itália, com o intuito de diminuir as tensões diplomáticas na Europa.
- as agitações provocadas por Portugal, com o apoio franco-britânico, para que o domínio colonial sobre Angola fosse garantido aos portugueses.
- os movimentos da diplomacia estadunidense no sentido de evitar a ampliação dos espaços coloniais franceses, assim como a defesa dos interesses coloniais alemães.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente que um dos motivos centrais da Conferência de Berlim foi a defesa da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Congo. Esses rios eram rotas essenciais para o acesso ao interior africano, à extração de matérias‑primas e à expansão de mercados europeus.
A Grã‑Bretanha, por sua posição marítima e interesses comerciais, reivindicou explicitamente garantias de circulação e comércio sem monopólios, temendo barreiras impostas por outras potências ou empresas privadas. Essas demandas foram incorporadas nas decisões da conferência (Ato Final), que regulamentaram o uso dos rios como condição para a partilha formal do continente.
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