Questão FC249698
Foram, em geral, favoráveis à abolição os representantes das classes urbanas, que começavam a ganhar importância em virtude das transformações econômicas que se processavam no país
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2024
Foram, em geral, favoráveis à abolição os representantes das classes urbanas, que começavam a ganhar importância em virtude das transformações econômicas que se processavam no país. Igualmente favoráveis à libertação dos escravos foram os grupos artesanais: trabalhadores livres, nacionais ou estrangeiros, que encontravam novas oportunidades de emprego. Sua colaboração foi decisiva na ação revolucionária desencadeada na década de 1880.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república: momentos decisivos, p. 330. Adaptado)
Para a historiadora, tal ação revolucionária refere-se
- aos “caifazes”, que atuavam em São Paulo provocando a fuga de escravos das fazendas, preocupando proprietários e ameaçando feitores, surrando capitães-do-mato.
- à deliberada ação dos empresários ligados às empresas colonizadoras, que pressionavam todas as esferas de poder no sentido de abolir a escravidão.
- à pressão política da ala radical do Partido Republicano Paulista para que a Assembleia Provincial de São Paulo aprovasse leis abolicionistas.
- à recorrente sabotagem contra o sistema ferroviário paulista, com o intuito de não permitir que escravizados que chegam pelo porto de Santos atingissem São Paulo.
- a um grupo de cafeicultores do Vale do Paraíba, que, antes da abolição, concedeu inúmeras alforrias, transformando os escravizados em assalariados.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Refere-se aos caifazes, grupos urbanos e artesanais que atuaram sobretudo em São Paulo na década de 1880. Eram compostos por trabalhadores livres — muitos artesãos e imigrantes — que se organizaram para ações diretas.
Promoveram resgates e facilitaram a fuga de escravizados, oferecendo abrigo e rotas de passagem. Essas práticas incluíam confrontos com capatazes e a desarticulação das redes de captura.
Ao ameaçar os agentes da vigilância escravista — como os capitães-do-mato — e ao proteger fugitivos, os caifazes ampliaram a pressão social contra a escravidão. Essa atuação é justamente a ação revolucionária indicada pela historiadora.
Sua coragem e mobilização contribuíram para enfraquecer o sistema escravista e integrar as classes urbanas à luta abolicionista, acelerando o caminho rumo à abolição.
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