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Questão FC249709

Por sinal, passada a euforia dos primeiros momentos da Lei Áurea, de 1888, foram ficando claras as falácias e incompletudes da medida. [...] Na realidade, nos primeiros anos da Rep

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2023

Por sinal, passada a euforia dos primeiros momentos da Lei Áurea, de 1888, foram ficando claras as falácias e incompletudes da medida. [...] Na realidade, nos primeiros anos da República pairava um verdadeiro “medo” de novas escravizações, ou da vigência de políticas raciais no país. Sobre os libertos recaía, portanto, um fardo pesado, condicionado pelos modelos deterministas de interpretação social e pela própria história.

 

(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015.)

 

Sobre o período pós-abolição da escravatura no Brasil, o exposto no excerto justifica-se

  1. pela insegurança jurídica antes da aprovação da Constituição de 1891 e pela crença no desenvolvimento social de acordo com a geografia local.
  2. pela adoção de leis segregacionistas no território nacional e pela permanência da maioria dos libertos no trabalho rural.
  3. pela necessidade de os libertos indenizarem seus antigos senhores e pela escassez de postos de trabalho devido à crise de superprodução do café.
  4. pela falta de uma política de inclusão social para os libertos e pela difusão de teorias sobre a hierarquia das raças.
  5. pela implementação de reformas urbanas pautadas na exclusão das populações pobres e pela chegada de novos africanos ao país.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente duas causas interligadas: a ausência de uma política de inclusão social e a difusão de teorias sobre a hierarquia das raças.


Sem políticas públicas de acesso à terra, trabalho assalariado digno, educação e proteção social, os libertos ficaram sem meios estruturados para inserir‑se economicamente e civicamente; a abolição foi formal, não compensou perdas materiais nem criou redes de apoio.


Ao mesmo tempo, ideias como o darwinismo social e o racismo científico legitimavam a visão determinista de inferioridade racial, influenciando elites, opinião pública e decisões administrativas. Esse quadro ideológico reforçou discriminação, limitou oportunidades e naturalizou a exclusão.


O resultado foi a reprodução de desigualdades e a marginalização dos ex‑escravizados, explicando o “fardo pesado” mencionado no texto.

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