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Questão FC249710

Especialmente nos anos 1930 e 1940, a “desordem” internacional ofereceu um grau realmente amplo de manobra para o Estado brasileiro no plano internacional. Apesar do crescente peso

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2023

Especialmente nos anos 1930 e 1940, a “desordem” internacional ofereceu um grau realmente amplo de manobra para o Estado brasileiro no plano internacional. Apesar do crescente peso da influência norte-americana na América Latina, a Alemanha e a Inglaterra tinham posições suficientemente fortes no mundo para permitir ao governo brasileiro explorar as diferenças entre as três potências em proveito próprio. Isso ocorreu tanto no plano do comércio exterior como no das obrigações financeiras internacionais.

 

(Brasilio Sallum Jr. “A condição periférica: o Brasil nos quadros do capitalismo

mundial (1945-2000)”. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta.

A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação, 2013.)

 

A respeito da economia do Brasil nos anos 1930 e 1940, o excerto aborda

  1. a subordinação do país aos interesses do imperialismo estadunidense.
  2. a vantagem da posição de neutralidade do país na Segunda Guerra Mundial.
  3. a autonomia relativa do país no cenário do capitalismo mundial.
  4. a política liberal do país frente ao intervencionismo do Estado nazista.
  5. a possibilidade de renegociação da dívida externa do país com a Inglaterra.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa aponta para a ideia de autonomia relativa, isto é, a capacidade do Brasil de obter margem de ação no sistema capitalista mundial sem alcançar plena independência.

O excerto mostra que a “desordem” internacional nos anos 1930–40 criou oportunidades: ao explorar a rivalidade entre EUA, Inglaterra e Alemanha, o Estado brasileiro ampliou sua manobra diplomática e econômica.

Na prática, isso significou negociar melhores termos no comércio exterior e nas obrigações financeiras, diversificando parceiros e extraindo concessões, mas sempre dentro dos limites impostos à periferia econômica.

Portanto, a expressão refere-se à posição intermediária do Brasil: mais autonomia do que subordinação total, porém sem plena autonomia estratégica.

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