Questão FC249719
Com a assunção de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, quais impactos as medidas adotadas pelo novo governo tiveram sobre a Força Pública de São Paulo?
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2023
Com a assunção de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, quais impactos as medidas adotadas pelo novo governo tiveram sobre a Força Pública de São Paulo?
- A Força Pública recebeu grandes investimentos para o seu aparelhamento e reorganização, tornando-se o chamado “pequeno exército paulista”, braço armado à disposição dos interventores federais em São Paulo, para garantir a ordem e a manutenção do novo governo.
- A Força Pública foi fortalecida com a criação da Secretaria da Segurança Pública, separada da Secretaria de Justiça, para a qual foi nomeado como Secretário o General Miguel Costa, grande estrategista militar da Revolução de 30 e Comandante Geral da Força Pública.
- A Força Pública teve desmantelado seu aparato bélico, sendo privada de artilharia, aviação, engenhos motomecanizados e armas automáticas; e sofreu intervenção em suas escolas de formação, sendo alvo de uma estratégia de esvaziamento da autonomia estadual.
- A Força Pública, em razão de não ter oferecido resistência à passagem da coluna revolucionária de Vargas por São Paulo, quando esta seguia do Sul em direção à capital do país, foi reconhecida pelo novo governo, recebendo como prêmio o Campo de Marte e o Campo de Manobras de Congonhas.
- A Força Pública perdeu autonomia e espaço institucional, ficando sob comando de um General de Exército, nomeado por Vargas como Comandante Geral, tendo como Diretor Geral de Instrução um Coronel de Exército e ficando sob o controle e coordenação da Inspetoria Geral das Forças Públicas.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa aponta que, após 1930, houve o desmantelamento do aparato bélico da Força Pública paulista: retirada ou neutralização de artilharia, aviação, equipamentos motomecanizados e de armamento automático, reduzindo sua capacidade de combate e projeção de força.
Além disso, ocorreu intervenção nas escolas de formação, com controle curricular e nomeações que subordinaram a formação policial ao centro. Isso implicou na perda de quadros autônomos e na padronização das práticas sob supervisão federal.
Essas medidas formaram uma estratégia de esvaziamento da autonomia estadual: ao tolher os meios e controlar a instrução, o governo central neutralizou qualquer capacidade de reação militar de São Paulo e consolidou sua autoridade.
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