Questão FC249752
Assinale a alternativa que contém uma análise fundamental do artigo de Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo de imagens (em:
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2023
Assinale a alternativa que contém uma análise fundamental do artigo de Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo de imagens (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.)
- A produção excessiva de imagens, em movimento ou não, desvalorizou esse tipo de documento, porque incertezas acerca do passado das sociedades humanas foram potencializadas.
- Para se conhecer um outro tempo histórico com mais acuidade, deve-se buscar, preferencialmente, imagens que façam uma leitura retrospectiva desse tempo e não imagens produzidas no próprio tempo em análise.
- A História Cultural vem buscando revisitar o lado mais fraco da produção da cultura, ou seja, o da recepção anônima da cultura ordinária da criatividade, ou passividade, das pessoas comuns.
- No século XX, houve a intensificação e democratização da produção de imagens em movimento, condição que permitiu aos historiadores elaborar análises definitivas sobre os processos históricos clássicos.
- A imagem pode representar a totalidade do que foi um determinado passado, desde que o historiador, ou o professor de História, trabalhem tal imagem nos seus aspectos internos, ou seja, a imagem em si.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa destaca que a História Cultural volta seu olhar para o que Saliba chama de lado mais fraco da cultura: não tanto a produção canônica, mas a forma como produtos culturais chegam e são tratados por públicos anônimos.
Isso significa analisar a recepção anônima — os modos cotidianos de consumo, apropriação e reinterpretação de imagens e símbolos por pessoas comuns —, reconhecendo tanto sua criatividade quanto eventuais posturas de passividade.
Metodologicamente, propõe-se estudar imagens como práticas sociais: quem as vê, onde circulam, quais sentidos recebem no dia a dia. Assim, a história deixa de priorizar apenas criadores e discursos oficiais e passa a valorizar as experiências e sentidos produzidos pelo público.
No ensino, favorece abordagens que problematizam recepções e promovem leitura crítica das imagens como fontes históricas vivas.
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