FC ConcursosFC Concursos

Questão FC249753

Ricardo Oriá, no artigo Memória e ensino de História (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), cita os tombamentos da Serra da Barriga, local onde se desen

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2023

Ricardo Oriá, no artigo Memória e ensino de História (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), cita os tombamentos da Serra da Barriga, local onde se desenvolveu o maior quilombo da História do Brasil, e da região onde se desenvolveu o Arraial de Canudos. Para esse autor, esses tombamentos representam que

  1. o entendimento de proteção do patrimônio histórico sofreu transformações ao longo da década de 1960, passando a reconhecer monumentos relacionados ao passado harmônico do Brasil.
  2. houve um retrocesso na forma de se conceber um patrimônio histórico porque eventos ainda não reconhecidos pela historiografia passaram a ser monumentalizados a partir de uma memória não-oficial.
  3. os legisladores, presentes na elaboração da Constituição de 1988, tiveram a sensibilidade de perceber que a História do Brasil precisa ser narrada a partir das decorrências do colonialismo.
  4. a ação preservacionista em nosso país passou a dar atenção, a partir da década de 1980, a bens e valores culturais de segmentos sociais não-dominantes e minorias étnico-culturais.
  5. esta foi a primeira efetiva ação do Estado brasileiro na preservação da memória nacional, porque as instituições criadas na década de 1970 visavam apenas à proteção do patrimônio arquitetônico e artístico.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa aponta que, a partir da década de 1980, a política preservacionista brasileira ampliou seu foco para reconhecer bens e valores culturais ligados a grupos historicamente marginalizados. Os tombamentos da Serra da Barriga e da região de Canudos sinalizam essa mudança: passaram a ser protegidos lugares que carregam memórias de resistência e identidades coletivas fora da elite dominante.

Essa ampliação não é apenas administrativa: implica reconhecimento simbólico de narrativas sociais diversas, valorizando práticas, saberes e espaços ligados a negros, sertanejos e outras comunidades. Em termos práticos, abre campo para políticas culturais mais inclusivas e para uma história pública plural.

Para o ensino de História, tal mudança reforça a necessidade de trabalhar fontes e memórias múltiplas, promovendo compreensão crítica das lutas sociais e da construção do patrimônio como elemento vivo da memória coletiva.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo