Questão FC249770
[...] a participação política das mulheres durante as lutas pela independência precisa ser levada em consideração [...]. Em toda a América Latina, o número de mulheres que pegou em
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2023
[...] a participação política das mulheres durante as lutas pela independência precisa ser levada em consideração [...]. Em toda a América Latina, o número de mulheres que pegou em armas é surpreendente [...].
(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos)
Sobre o tema tratado no excerto, Prado ainda conclui que
- o parco espaço dedicado às mulheres revolucionárias na historiografia do século XIX foi compensado pelo forte reconhecimento político e cívico das últimas décadas, na maioria das nações latino-americanas.
- a Igreja Católica na América revelava uma certa simpatia pela participação das mulheres nas lutas contra o colonialismo ibérico, ainda que condenasse as ações armadas contra as forças realistas.
- a despeito da atuação bastante significativa, o empenho oficial para o reconhecimento de algumas das mulheres como “fundadoras da pátria” foi pequeno e esporádico.
- na Argentina e no Chile, as mais importantes homenagens cívicas têm sido dedicadas às lideranças revolucionárias de mulheres, a exemplo dos feriados nacionais e monumentos a elas dedicados.
- nas diversas nações formadas na América, em regra, houve o reconhecimento da ação revolucionária das mulheres que eram oriundas das classes populares ou da pequena burguesia.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa correta ressalta que, embora existisse uma intensa participação feminina nas lutas de independência — inclusive com mulheres armadas e ativas politicamente — esse esforço não se traduziu em memórias oficiais amplas.
Prado aponta que o reconhecimento oficial dessas mulheres como “fundadoras da pátria” foi, na maior parte dos casos, pequeno e esporádico. Ou seja, apenas ocasiões isoladas ou figuras excepcionais receberam homenagens institucionais.
Esse descompasso decorre da construção simbólica das novas nações, que valorizou líderes masculinos e privilégios políticos, deixando o protagonismo feminino marginalizado nas cerimônias, monumentos e narrativas oficiais.
Portanto, a resposta sintetiza a ideia de participação expressiva acompanhada de reconhecimento público insuficiente e irregular.
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