Questão FC249771
O barão do Rio Branco, ministro das Relações Internacionais entre 1902 e 1912, incentivou a reestruturação das Forças Armadas brasileiras, especialmente da Marinha. A Argentina opô
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2023
O barão do Rio Branco, ministro das Relações Internacionais entre 1902 e 1912, incentivou a reestruturação das Forças Armadas brasileiras, especialmente da Marinha.
A Argentina opôs-se ao programa de reaparelhamento militar brasileiro e, a partir de pressões diplomáticas, procurou impor tratados de limitação à expansão do armamento naval, o que foi rechaçado por Rio Branco, favorável à reestruturação dessa força.
(Maria Helena Capelato, O ”gigante brasileiro” na América Latina: ser ou não ser latino-americano.
Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. A grande transação)
No contexto apresentado, segundo Capelato, a função fundamental da Marinha era
- fiscalizar e proteger os principais portos do país, assim como resguardar o extenso litoral brasileiro, vítima da constante presença de embarcações estrangeiras, que exploravam parte dos domínios nacionais sem qualquer autorização oficial.
- conter a expansão uruguaia, que tinha o respaldo de uma diplomacia muito agressiva e o apoio tácito dos britânicos, porque essa nação do Prata tinha interesse em territórios do sul do Brasil e do leste da Argentina.
- aprofundar as relações de cooperação tecnológica com as forças armadas de outras nações da América do Sul, com o intuito de modernizá-las e, ao mesmo tempo, exercer uma forma perspicaz de controle sobre estas instituições.
- manter controle sobre os conflitos no Prata, ou seja, buscava-se garantir a independência do Paraguai e do Uruguai para impedir que o governo argentino dirigisse a formação de um Estado de grandes dimensões na América do Sul.
- formar uma elite intelectual, entre os seus oficiais, para oferecer projetos consistentes de desenvolvimento socioeconômico para o Brasil, sendo que este dependia de investimentos públicos para a atualização dos equipamentos bélicos.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Marinha como instrumento de política externa significava, para Barão do Rio Branco, garantir o domínio brasileiro sobre as rotas e os acessos fluviais do Prata.
Ao fortalecer a esquadra, buscava-se impor um equilíbrio de poder na região, impedindo que a Argentina viesse a consolidar hegemonia territorial ou política sobre o Paraguai e o Uruguai.
Essa postura naval tinha caráter preventivo: uma força marítima robusta servia de dissuasão contra intervenções ou pressões que pudessem transformar vizinhos independentes em dependentes.
Assim, a reestruturação da Marinha não era apenas militar, mas parte de uma estratégia diplomática para proteger a soberania regional e preservar a ordem fronteiriça no Cone Sul.
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