Questão FC249783
Nós somos as Juvenilidades Auriverdes! As franjadas flâmulas das bananeiras, as esmeraldas das araras, os rubis dos colibris, os lirismos dos sabiás e das jandaias, os abacaxis, as
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2023
Nós somos as Juvenilidades Auriverdes!
As franjadas flâmulas das bananeiras,
as esmeraldas das araras,
os rubis dos colibris,
os lirismos dos sabiás e das jandaias,
os abacaxis, as mangas, os cajus
almejam localizar-se triunfantemente,
na fremente celebração do Universal!...
(Mário de Andrade. Poesias completas, 2013.)
Os versos do poema de Mário de Andrade, originalmente publicado em 1922, apresentam como uma das principais características da Semana de Arte Moderna
- a celebração ufanista das riquezas pátrias.
- a defesa da sustentabilidade e do mundo natural.
- o esforço de conciliar o nacional e o internacional.
- a valorização da arte naturalista.
- o empenho em conectar o ser humano à natureza.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O verso conclui com “na fremente celebração do Universal!”, indicando um desejo explícito de inserir o particular brasileiro num contexto amplo. Essa aproximação é proposital: não se trata só de folclore, mas de afirmar uma voz nacional perante o mundo.
A exibição de símbolos como bananeiras, araras e abacaxis funciona como material identitário que, ao ser projetado para o universal, busca diálogo com correntes artísticas internacionais.
Na lógica da Semana de Arte Moderna, essa postura equivale a conciliar tradição local e inovação cosmopolita: adotar procedimentos vanguardistas sem apagar a singularidade brasileira.
Portanto, o poema expressa o esforço de articular o nacional com o internacional, intenção central do Modernismo de 1922.
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