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Questão FC249792

Não reconhecendo nós outra soberania mais de que a soberania do povo, para ela apelamos. […] Neste país, que se presume constitucional, e onde só deveriam ter ação poderes delegado

Questões sem classificação de assunto (História)

VUNESP · 2023

Não reconhecendo nós outra soberania mais de que a soberania do povo, para ela apelamos. […]

 

Neste país, que se presume constitucional, e onde só deveriam ter ação poderes delegados, […] só há um poder ativo, […] poder sagrado inviolável e irresponsável.

 

O privilégio, em todas as suas relações com a sociedade — tal é, em síntese, a fórmula social e política do nosso país —, privilégio de religião, privilégio de raça, privilégio de sabedoria, privilégio de posição, isto é, todas as distinções arbitrárias e odiosas que criam no seio da sociedade civil e política a monstruosa superioridade de um sobre todos ou de alguns sobre muitos. […]

 

A autonomia das províncias é, pois, para nós mais do que um interesse imposto pela solidariedade dos direitos e das relações provinciais, é um princípio cardeal e solene que inscrevemos na nossa bandeira.

 

(“Manifesto Republicano de 1870”. In: Américo Brasiliense. Os programas dos partidos e o 2o Império, 1878.)

 

O trecho transcrito permite caracterizar o Manifesto Republicano como

  1. racista e liberal.
  2. federalista e socialista.
  3. socialista e unitarista.
  4. unitarista e racista.
  5. democrata e federalista.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

O trecho enfatiza a soberania do povo — “Não reconhecendo nós outra soberania mais de que a soberania do povo” — o que situa o manifesto no campo do democratismo, isto é, na defesa da participação política baseada na igualdade e na legitimidade popular.

Além disso, critica os privilégios de toda ordem, propondo a eliminação de distinções arbitrárias que ferem a igualdade civil e política, reforçando a vocação democrática do texto.

Por fim, ao declarar que “A autonomia das províncias é, pois, para nós... um princípio cardeal”, o manifesto adota explicitamente o princípio do federalismo, defendendo descentralização e competências regionais.

Assim, o documento é corretamente caracterizado como democrata e federalista.

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