Questão FC249838
Os cadetes da Escola Militar formavam a falange sagrada. [...] Uns trapos de positivismo tinham colado naquelas inteligências e uma religiosidade especial brotara-lhes no sentiment
Questões sem classificação de assunto (História)
VUNESP · 2020
Os cadetes da Escola Militar formavam a falange sagrada. [...] Uns trapos de positivismo tinham colado naquelas inteligências e uma religiosidade especial brotara-lhes no sentimento, transformando a autoridade, especialmente Floriano e vagamente a República, em artigo de fé.
(Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma, 1959.)
O romance Triste fim de Policarpo Quaresma foi publicado em primeira edição em 1915. Interpretando-se a passagem citada à luz das instituições da Primeira República brasileira, pode-se concluir que o excerto alude
- à defesa do sufrágio universal secreto pelas forças armadas brasileiras.
- à ausência de liberdade de imprensa ao longo da República oligárquica.
- ao conteúdo filosófico predominante na primeira Constituição republicana brasileira.
- à diversidade de orientações políticas no interior dos grupos republicanos.
- às decisões políticas da presidência da República dirigidas pelo saber científico.
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Gabarito
D
Comentário do professor
O trecho evidencia um segmento militar envolvido numa fé quase religiosa: a "falange sagrada" e os "uns trapos de positivismo", com devoção à autoridade, especialmente a Floriano. Isso aponta para uma corrente político‑ideológica definida dentro do campo republicano.
Ao realçar essa presença positivista e florianista entre cadetes, Lima Barreto mostra que o republicanismo da Primeira República não era homogêneo, mas abrigava distintas matrizes políticas — militares positivistas, civis de outras orientações e oligarquias regionais — convivendo e disputando influência.
Assim, o excerto alude à pluralidade interna dos grupos republicanos, isto é, à diversidade de orientações políticas em seu interior.
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