Questão FC260241
O exercício da profissão de auditoria, seja privada ou pública, interna ou independente (externa), é cingido por princípios fundamentais de ética profissional, deveres e requisitos
Auditoria Independente
FGV · 2024
O exercício da profissão de auditoria, seja privada ou pública, interna ou independente (externa), é cingido por princípios fundamentais de ética profissional, deveres e requisitos. Quanto ao ceticismo profissional assinale a afirmativa incorreta.
- Quando o auditor desenvolve seus trabalhos com uma postura que inclui questionamento e avaliação crítica e detalhada, e desempenha os trabalhos com alerta para condições que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude, ele está aplicando ceticismo profissional.
- É possível conceituar ceticismo profissional como a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria.
- A manutenção do ceticismo, ao longo dos trabalhos, é necessária para reduzir os riscos de generalização excessiva das conclusões resultantes das observações da auditoria.
- O ceticismo na avaliação crítica das evidências de auditoria inclui questionar as evidências contraditórias e a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações e outras informações obtidas junto à administração e aos responsáveis pela governança.
- Não se pode esperar que o auditor desconsidere a experiência passada de honestidade e integridade da administração da entidade e dos responsáveis pela governança. Ao revés, a crença de que a administração e os responsáveis são honestos etêm integridade permite ao auditor a utilização de evidências menos persuasivas na obtenção de segurança razoável, uma vez reduzir o risco de auditoria.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação é incorreta porque confunde duas ideias distintas: a experiência passada de honestidade e integridade da administração pode influenciar o julgamento do auditor sobre risco, mas não elimina a obrigação de manter ceticismo profissional.
Segundo a NBC TA 200 / A24, reconhecer histórico íntegro não livra o auditor da necessidade de questionar, nem autoriza aceitar evidências menos persuasivas para obter segurança razoável. Mesmo quando a administração é aparentemente confiável, o auditor deve exigir evidências suficientes e adequadas, sobretudo em áreas de risco.
Em suma: a experiência positiva reduz, possivelmente, a percepção de risco, mas não justifica relaxar procedimentos nem substituir avaliação crítica por confiança tácita.
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