Questão FC260650
O Triângulo da Fraude é um modelo desenvolvido por Donald Cressey que explica os três elementos que levam uma pessoa a cometer fraude: pressão (ou incentivo), oportunidade, e racio
Auditoria Independente
FGV · 2025
O Triângulo da Fraude é um modelo desenvolvido por Donald Cressey que explica os três elementos que levam uma pessoa a cometer fraude: pressão (ou incentivo), oportunidade, e racionalização. Atualmente, esse modelo é utilizado por auditores para identificar e prevenir riscos de fraude em organizações.
Considerando-se os preceitos da NBC TA 240 – RESPONSABILIDADE DO AUDITOR EM RELAÇÃO A FRAUDE, NO CONTEXTO DA AUDITORIA DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, um fator de risco relacionado a distorções decorrentes de informação contábil fraudulenta e ao elemento oportunidade é a
- mudança recente na forma de remuneração e no plano de benefícios dos empregados.
- necessidade de obter financiamento ou capital adicional para manter a competitividade.
- posse de ativos facilmente conversíveis, tais como títulos ao portador, diamantes ou chips de computador.
- prática, pela administração, de se comprometer com analistas, credores e outras partes no cumprimento de projeções agressivas ou irrealistas.
- estrutura organizacional excessivamente complexa envolvendo linhas de autoridade gerenciais não usuais e alta rotatividade da alta administração.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa aponta um fator de risco ligado ao elemento oportunidade: a estrutura organizacional excessivamente complexa com linhas de autoridade não usuais e alta rotatividade da alta administração. Esses aspectos dificultam a identificação clara de quem detém o controle e fragilizam a governança.
Uma estrutura complexa tende a enfraquecer controles internos e a segregação de funções, criando brechas para manipulação de informações contábeis sem detecção. Linhas de autoridade atípicas podem permitir sobreposição de poderes ou delegações inadequadas.
A alta rotatividade resulta em perda de conhecimento institucional e em supervisão inconsistente, ampliando a chance de omissão de falhas ou de prática de ajustes fraudulentos.
Para o auditor, esse cenário eleva o risco de distorção por fraude, exigindo maior ceticismo profissional, avaliação da governança e reforço dos procedimentos de auditoria sobre controles e testes substantivos.
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