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Questão FC280099

Trecho I “Quem chamou as oficinas, em que se fabrica o açúcar, engenhos, acertou verdadeiramente no nome. [...] invenções do engenho humano, o qual com pequena porção do Divino, se

História do Brasil

IDECAN · 2017

Trecho I

 

“Quem chamou as oficinas, em que se fabrica o açúcar, engenhos, acertou verdadeiramente no nome. [...] invenções do engenho humano, o qual com pequena porção do Divino, sempre se mostra no seu modo de obrar, admirável. Dos engenhos uns se chamam reais, outros inferiores vulgarmente engenhocas.”

 

(ANTONIL, 1711, p. 13-14. Disponível em: http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/12/o-engenho-e-o-fabrico-do-acucar-no.html.)

 

 

Trecho II

 

“O ser senhor de engenho é título, a que muitos aspiram, porque traz consigo, o ser servido, obedecido e respeitado de muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal, e governo; bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionadamente se estimam os títulos entre os fidalgos do reino.”

 

(ANTONIL, 1711, p. 19.)

 

 

Acerca dos engenhos, da produção de açúcar e da organização social do Brasil no período colonial, é correto afirmar que:

  1. A produção da cana estimulou o investimento do governo português na ampliação do tráfico de escravos.
  2. A administração dos engenhos reais ficava a cargo dos nobres lusitanos, que vinham em busca de liberdade religiosa.
  3. As capitanias, bem como os dois tipos de engenho coloniais, eram financiadas exclusivamente pela Coroa Portuguesa.
  4. O uso das Capitanias hereditárias foi a forma que os lusitanos descobriram para expandir a cana-de-açúcar em todo o território nacional.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa é correta porque a expansão da cultura da cana e dos engenhos criou demanda massiva por mão de obra escrava. Para manter a produção em grandes latifúndios voltados à exportação, era preciso repor perdas por doença e trabalho extenuante, exigindo importações contínuas de africanos.

Assim, o Estado português apoiou e regulou o tráfico de escravizados africanos — por meio de licenças, monopólios comerciais, proteção naval e cobrança de impostos — tornando o comércio lucrativo e estrutural à economia colonial.

O sistema de plantation (plantation) dos engenhos consolidou uma elite local, os senhores de engenho, cujo poder econômico reforçava o interesse da Coroa em ampliar e controlar o tráfico para sustentar a produção açucareira.

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