Questão FC280114
“O Brasil ficou, por três séculos, na condição de colônia portuguesa, embora nunca tivesse levado oficialmente esse nome. Posteriormente, manteve, em muitos aspectos, tal situação,
História do Brasil
IDECAN · 2025
“O Brasil ficou, por três séculos, na condição de colônia portuguesa, embora nunca tivesse levado oficialmente esse nome. Posteriormente, manteve, em muitos aspectos, tal situação, embora tivesse oficialmente conquistado a independência e se tornado um Estado nacional. Conclui-se daí que o colonialismo é uma situação de dependência que transcende o nível político-administrativo, podendo ou não incorporá-lo.”
(LOPEZ, Luiz Roberto. História do Brasil colonial. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1984. p. 15.)
Considerando o texto base, assinale a afirmativa que explica corretamente a questão da dependência do Brasil.
- A independência em 1822 garantiu autonomia total ao Brasil, encerrando todas as relações de dependência com Portugal e outros países.
- A dependência do Brasil limitou-se ao período colonial, encerrando-se completamente com a Independência, quando o país assumiu plena soberania e autonomia econômica.
- A continuidade de uma economia voltada para a exportação de matérias-primas após a independência refletiu a permanência de uma relação de dependência que foi além do período colonial.
- O Brasil nunca foi chamado oficialmente de colônia, o que indica que as situações que correspondem ao colonialismo foram apenas fruto da interpretação posterior dos historiadores.
- A independência marcou uma ruptura total com interesses estrangeiros, garantindo ao Brasil controle absoluto sobre sua economia e seus processos político-administrativos.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa aponta que a continuidade da economia de exportação após a independência manteve a dependência econômica do Brasil além do período colonial.
Isso ocorreu porque a elite agrária preservou estruturas produtivas voltadas à exportação de matérias‑primas (açúcar, ouro, café), sem promover uma transformação industrial e diversificação do mercado interno.
Na prática, o país permaneceu na periferia do sistema capitalista: exportava produtos primários e importava bens manufaturados, o que gerava déficits comerciais e sujeição a capitais e mercados externos.
Relações como os empréstimos e os tratados assimétricos com potências industriais fortaleceram essa posição, subordinando decisões econômicas nacionais a interesses estrangeiros.
Logo, a independência política não eliminou a dependência estrutural; a continuidade do modelo exportador traduziu-se em dependência econômica de longa duração.
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